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PF cumpre mandados contra lavagem de dinheiro

Redação | Publicado em:

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A Polícia Federal desencadeou hoje (10) a Operação Salvo Conduto contra a lavagem de dinheiro. Ela cumpre sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Hortolândia, Jundiaí e em Brasília, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo.

De acordo com a Polícia Federal, 35 agentes atuam na operação, que apura fatos referentes a dois inquéritos policiais, reunidos em setembro deste ano, por tratarem de fatos envolvendo o mesmo investigado, condenado na França por adquirir propriedades com dinheiro público desviado de seu país de origem e investigado nos Estados Unidos, dentre outros crimes, por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

O primeiro inquérito policial foi instaurado em março de 2018, depois do envio de informações do Ministério Público Federal, no mês anterior, para que a PF iniciasse investigação para apurar o crime de lavagem de dinheiro em razão dos indícios de ocultação de propriedade relacionada à compra, em 2008, de um apartamento duplex nos Jardins, em São Paulo.

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Imóvel custou R$ 15 milhões

O imóvel foi adquirido, na época, por R$ 15 milhões. As investigações apontam que o imóvel, comprado por uma empresa com capital social de R$ 10 mil, pertenceria ao investigado.

O segundo inquérito policial foi instaurado em 20 de setembro deste ano, após a apreensão, realizada em 14 de setembro, pela Receita Federal, no Aeroporto de Viracopos, de US$ 1,4 milhão e R$ 60 mil em espécie, além de 20 relógios de pulso, avaliados em torno de US$ 15 milhões. Os bens foram trazidos do exterior sem a declaração de bens e valores obrigatória.

Desta forma, são apurados dois atos de lavagem de dinheiro: o primeiro relativo à aquisição, por meio de interposta pessoa, de um apartamento de luxo e o segundo relacionado à ocultação de movimentação de bens e valores ao entrar Brasil.

A PF solicitou à Justiça Federal o sequestro do imóvel, dos bens e valores apreendidos no Aeroporto de Viracopos e de sete veículos de luxo – um deles avaliado em R$ 2 milhões.

As investigações envolvem a coleta de depoimentos, análise do material apreendido e pedido de cooperação jurídica internacional para esclarecer a participação de todos os envolvidos. O crime de lavagem de dinheiro tem penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão.

Agência Brasil

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