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Política

Senadores repudiam ataque racista a motoboy

Redação | Publicado em:

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matheus pires entregador
As imagens retratam as ofensas contra um entregador de aplicativo por um morador de um condomínio de classe alta. Foto: Reprodução/Vídeo



Senadores condenaram, por meio de mensagens em redes sociais, o ataque racista sofrido pelo motoboy Matheus Pires em Valinhos (SP), no dia 31 de julho. O vídeo foi divulgado na internet. As imagens retratam as ofensas contra um entregador de aplicativo por um morador de um condomínio de classe alta.



Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE) ressaltaram a importância de se denunciar atos de racismo. Humberto Costa pediu para que as pessoas denunciem o autor do ato: o racista ainda não foi localizado. “As autoridades precisam agir com urgência para que ele responda por isso. Denunciem!”.



Já Rogério Carvalho afirmou que o vídeo desmente quem diz que não existe racismo no Brasil.



“Que a luta antirracista e antifascista é “mimimi”. O racismo precisa ser combatido todos os dias, todos os momentos, em todas as horas!”



O senador Plínio Valério (PSDB-AM) destacou o trabalho do motoboy, que atende principalmente quem não sai de casa devido a pandemia.



“Inacreditável! Muito respeito pelo Mateus, que está trabalhando à exaustão para atender famílias que não podem sair de casa”.



Os senadores Alvaro Dias (Podemos-PR) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também manifestaram solidariedade ao motoboy.



“Mateus, é absurdo que alguém tão pequeno e asqueroso pense que você teria inveja dele. Você manteve a calma mesmo diante de tamanho absurdo! O racismo existe, e é mais constante do que pensamos. Nos livrarmos disso é prioridade, não podemos adiar essa luta!”, tuitou Randolfe.



Para a senadora Leila Barros (PSB-DF), o episódio foi “revoltante e desumano”. Já o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) lamentou que no Brasil ainda ocorram tantos casos de pessoas que se julgam superiores por sua cor, classe social ou orientação sexual.



“Se a educação não foi suficiente pra corrigir esse desvio, que pese o rigor da Lei”, cobrou.



Ao saber do ocorrido, a empresa iFood, onde o entregador trabalha, informou por suas redes sociais que descadastrou da plataforma o usuário agressor e que vai oferecer à vítima apoio jurídico e psicológico.



Agência Senado


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