Skip to content

Política

Sérgio Cabral e empresários são condenados mais uma vez por corrupção

Redação | Publicado em:

Imagem não disponível


sergio cabral
Ex-governador do Rio é condenado a mais de 350 anos de prisão. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil



O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal, condenou nesta sexta-feira (25) o ex-governador Sérgio Cabral a mais 16 anos de prisão, além de multa de 533 salários mínimos, por corrupção envolvendo empresas de ônibus.



É a 20ª condenação de Cabral e juntas as penas já ultrapassam 350 anos de prisão. A ação, um desdobramento da Lava Jato e resultante da operação Ponto Final 2, também resultou na condenação de outros réus, incluindo o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “o rei dos ônibus”.0dc2c66a1bf6548edc9bdd55bc29c5fe



Além da decretação de prisão dos réus, Bretas determinou a perda de bens móveis e imóveis de forma solidária entre o grupo, em até R$ 43,4 milhões, incluindo imóveis, veículos e contas bancárias, atingindo Cabral, Barata, João Augusto Monteiro, Rogério Onofre e Dayse Alexandra Neves.



Barata Filho foi condenado a 15 anos, um mês e 20 dias, e foi multado em 593 salários mínimos, devendo cumprir pena em regime fechado, após o trânsito em julgado.



Também foi condenado o ex-presidente do Departamento Estadual de Transportes (Detro) Rogério Onofre, a 40 anos de prisão, em regime fechado, e ao pagamento de 1.172 salários mínimos. O empresário João Augusto Monteiro foi condenado a 11 anos e ao pagamento de 333 salários mínimos, e Dayse Alexandra Neves, a 13 anos de prisão e ao pagamento de 245 salários mínimos.



O juiz decretou também a indisponibilidade de R$ 130,2 milhões, de todo o grupo, visando garantir futura execução, por perda dos produtos dos crimes. Bretas determinou também que poderá recorrer em liberdade quem não estiver preso. Outros réus foram condenados, porém obtiveram vantagens decorrentes de acordos de colaboração premiada, com os termos não revelados na sentença.



O advogado Márcio Delambert, que defende Cabral, se manifestou dizendo que o ex-governador é colaborador da Justiça e já foi condenado pelos mesmos fatos.



“É necessário que no julgamento haja compatibilização das garantias constitucionais, para o fim de garantir que todo cidadão brasileiro tenha um julgamento justo e imparcial”, disse Delambert.



A defesa de Barata Filho foi procurada, por meio de sua assessoria, mas informou que não vai se manifestar sobre a condenação. A reportagem não conseguiu contato com as demais defesas.



Agência Brasil


Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Papa Leão XIV é liberado para viajar após cirurgia contra câncer no pulmão
Brasil & Mundo

Papa Leão XIV é liberado para viajar após cirurgia contra câncer no pulmão

Flávio Bolsonaro tem passaportes apreendidos pela PF
Brasil & Mundo

PF apreende passaportes de Flávio Bolsonaro

Trump questiona resultado da eleição no Brasil e diz que gosta de Lula: 'Fraudada'
Brasil & Mundo

Trump questiona eleição no Brasil, mas diz gostar de Lula: ‘Fraudada’

São Gonçalo prorroga atendimento de carreta de tomografia até sábado (31)
São Gonçalo

São Gonçalo prorroga atendimento de carreta de tomografia até sábado (31)