A direita conquistou 43 das 54 cadeiras renovadas no Senado nas eleições deste domingo (4), o equivalente a 79,6% das vagas em disputa. A esquerda ficou com 11 cadeiras, ou 20,4%, segundo classificação editorial baseada no posicionamento dos partidos e candidatos.
Foram considerados de direita ou centro-direita PL, Republicanos, Novo, PP, MDB, PSD, PSDB, União Brasil e Podemos. No campo da esquerda, entraram PT, PSB, PDT e Rede. A divisão não é uma classificação oficial da Justiça Eleitoral.
Entre os eleitos classificados à direita estão Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Bia Kicis, Carol De Toni, Gustavo Gayer, Marcel van Hattem, Arthur Lira e Mara Rocha. Pela esquerda, foram eleitos, entre outros, Rui Costa, Jaques Wagner, Cid Gomes, Renato Casagrande, João Azevêdo, Humberto Costa, Marília Arraes e Samanda de Lula.
A eleição renovou dois terços do Senado, com duas vagas disputadas em cada estado e no Distrito Federal. Os dois candidatos mais votados em cada unidade foram eleitos.
O PL também terminou a eleição como a maior bancada do Congresso para 2027. A legenda elegeu 121 deputados federais e terá 28 dos 81 senadores, considerando os 54 eleitos neste domingo e os 27 que permanecem no mandato até 2031. Ao todo, serão 149 parlamentares nas duas Casas.
Na Câmara, o PT terá 70 parlamentares, seguido por União Brasil (46), PSD (43), PP (41) e Republicanos (41). A renovação da Casa será de 38,7%, com 184 deputados em primeiro mandato.
A composição do novo Congresso será relevante para a relação entre o Legislativo e o próximo governo federal, que será definido no segundo turno, marcado para 25 de outubro.