O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi liberado nesta quarta-feira (15) nos Estados Unidos, dois dias após ter sido detido por autoridades migratórias no país. A saída ocorreu no início da tarde, mas ainda não há detalhes sobre as condições da soltura.
Ramagem havia sido preso na última segunda-feira (13) em Orlando, na Flórida, por agentes do ICE, responsável pelo controle de imigração. Após a detenção, ele foi levado para um centro de custódia no condado de Orange, onde ficou em uma ala separada.
De acordo com informações obtidas por autoridades brasileiras, a liberação ocorreu às 14h52 no horário local (15h52 em Brasília). O caso segue sem esclarecimentos sobre eventuais medidas impostas após a soltura.
A Polícia Federal informou que acompanha a situação e aguarda dados oficiais das autoridades americanas. A prisão do ex-parlamentar aconteceu no âmbito de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos.
Ramagem é considerado foragido pela Justiça brasileira desde que deixou o país antes do fim de seu julgamento. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, em setembro de 2025, a mais de 16 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Segundo as investigações, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana antes de seguir para território americano.
Esposa de Ramagem se pronuncia
A esposa de Alexandre Ramagem, Rebeca Ramagem, se manifestou nas redes sociais na noite desta quarta-feira (15) após a soltura no condado de Orange, na Flórida. Em vídeo, ela afirmou que os últimos dias foram marcados por “tristeza, ansiedade e pânico”, mas disse que a família manteve a fé.
“E agora a gente tá aqui. Eu sempre falei que nós somos fortes, não somos? E que a gente junto lutar contra tudo e todos, não vamos?”, declarou.
Rebeca classificou o caso como uma “injustiça” e mencionou perseguição. Segundo ela, a família confia na atuação das instituições “sem abuso de autoridade e sem violações”.
“Nesse momento a gente tá aqui apenas aguardando a chegada dele, felizes, ansiosas, esperando muito que ele chegue para que a gente possa dar um grande beijo, um grande abraço. Tem momentos que nenhuma palavra dá conta… mas o coração entende tudo”, afirmou.
Na publicação, ela escreveu que “foram dias duros, de dor, de injustiça e de uma perseguição que parece não ter fim”, mas também destacou “fé inabalável, união e força”.