A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, na tarde desta terça-feira (16), para condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a 4 anos e 2 meses pelo crime de coação no curso do processo. Exilado há pouco mais de 1 ano nos Estados Unidos, ele foi acusado de colaborar para prejudicar o processo de condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento se iniciou às 14h, com fala do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ser comentada e a defesa de Eduardo Bolsonaro apresentada, foram iniciados os votos da corte.
A votação começou com Moraes, que votou a favor da condenação, seguiu com a concordância dos ministros Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Eduardo Bolsonaro: Coação e conspiração
Deputado federal cassado pelo Partido Liberal (PL) de São Paulo, Eduardo Bolsonaro foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coagir e conspirar no exterior para prejudicar o julgamento do pai, Jair Bolsonaro, condenado em setembro por participação na chamada ‘Trama Golpista’.
Segundo denúncia formal emitida pela PGR, além de tentar ‘manchar’ a imagem dos magistrados da corte, Eduardo teria se aproveitado das conexões políticas nos Estados Unidos para contribuir no tarifaço norte-americano imposto ao Brasil.
Ele perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, junto de Alexandre Ramagem (PL-SP), por excesso de faltas não justificadas no plenário do Congresso Nacional.