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ERRATA: Greve pode deixar milhares de passageiros a pé em Niterói, São Gonçalo e região

Publicada em 1/10 / atualizada em 2/10 às 16h30

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Presidente da categoria sinaliza como inevitável a paralisação. Foto: Vítor Soares

O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) encaminhará, na próxima semana, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à empresas de ônibus, a proposta da categoria com os reajustes reinvindicados, após assembleias realizadas em Niterói, entre 27 de setembro e 1º de outubro. Na próxima terça-feira (5) haverá reunião dos representantes dos trabalhadores com os patrões na sede do sindicato das empresas (Setrerj), em Niterói. Em caso de haver acordo, a categoria sinaliza para greve a partir novembro.

Mas diferente do publicado pelo portal Enfoco nesta sexta (1°), o número de usuários de ônibus não corresponde a 36 milhões. O número informado pelo Setrerj se refere a quantidade transportada ao mês, e não o total de munícipes prejudicados. Por exemplo, um único indivíduo pode fazer uso de diferentes ônibus por dia, portanto a contabilidade é feita sobre o uso e não por habitante.

Sem acordo

Desde junho, com mediação do MPT, o Sintronac tenta negociar o reajuste salarial dos rodoviários com as empresas de ônibus que, até agora, se mantêm irredutíveis em negociar com a categoria. As perdas salariais dos trabalhadores, que estão com seus vencimentos congelados há dois anos, calculadas pela variação anual do IPCA, chegam a 14,5%, alerta o sindicato.

“Se for necessário, nós vamos fazer greve. Isso é inevitável, não tem jeito. Vamos parar na Justiça, mas vamos ter que arrancar um aumento porque não há como aguentar mais. Não é radicalismo. Procuramos o diálogo insistentemente, mas simplesmente não somos ouvidos”

Rubens dos Santos Oliveira, presidente do Sintronac

A categoria pede reajuste salarial de 10%; aumento de 20% nas demais cláusulas econômicas do contrato de trabalho; R$ 400,00 para o valor da cesta básica; comissão de 2% para os motoristas que acumulem a função com a de cobradores; e instalação de cofres nos pontos finais de maior circulação para que volumosas quantias de dinheiro não sejam transportadas pelos trabalhadores.

Greve

O sindicato garante que continuará tentando diálogo com os patrões até 1º de novembro. Caso a recusa permaneça, uma nova assembleia será convocada para definir os parâmetros da paralisação, que atingirá 438 linhas municipais e intermunicipais dos cinco municípios, responsáveis pelo transporte mensal de passageiros.

Já o Setrerj afirmou nesta sexta-feira (1º), que pretende preservar os empregos dos rodoviários. Apesar disso, não apresentou solução sobre as tentativas de negociações com a categoria.

O Setrerj diz reconhecer a legitimidade das reivindicações e conta que é solidário aos rodoviários. Mas justifica que com o agravamento da crise devido à pandemia, as empresas sentem os efeitos do desequilíbrio econômico-financeiro provocado pelo congelamento da tarifa há dois anos nos sistemas de linhas municipais e intermunicipais.

'É preciso ressaltar que desde o início da pandemia, o setor de ônibus perdeu quase 1 bilhão de passageiros no estado', pontuou em nota.

Apesar do retorno às atividades economicas e a volta de passageiros em coletivos, o sindicato que representa as empresas afirmou que a crise no transporte coletivo provocou forte impacto nas empresas, pressionadas pela redução atual de 35% dos passageiros e do aumento dos custos. Principalmente o óleo diesel, que já registrou este ano elevação de mais de 50%.

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