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Rio adia campanha de vacinação antirrábica após mortes em Magé

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Campanha de vacinação foi adiada do dia 11 para o dia 25. Foto: Marcelo Tavares

A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu adiar o início da campanha de vacinação antirrábica de animais para o dia 25 deste mês. O anúncio foi feito após a Comissão dos Direitos dos Animais da Câmara do Rio, presidida pelo vereador Luiz Ramos Filho (PMN), se reunir com o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, pedindo a suspensão do início da campanha, que estava prevista para este sábado (11).

A medida tem como objetivo esperar o desenrolar das apurações referentes aos casos das mortes de 11 animais no município de Magé, na Região Metropolitana, durante vacinação no último sábado (4).

Luiz Ramos Filho (PMN) enviou ofícios na última segunda (6) para as pastas estadual e municipal de Saúde solicitando mais informações e o adiamento da campanha.

Na tarde da última quarta-feira (8), o parlamentar se encontrou com os secretários municipais de Saúde e Meio Ambiente para descobrir que informações o Poder Executivo possui sobre o ocorrido no município.

Para o parlamentar, adiar o início da campanha de vacinação é prudente.

“É a decisão correta, porque precisamos entender o que aconteceu em Magé. A previsão é de que a capital vacine mais de 500 mil animais com a antirrábica. Então, se o lote estivesse contaminado, poderia gerar uma catástrofe aqui no município”, alertou.

Além da Comissão dos Direitos dos Animais da Câmara do Rio, tutores também pediram ao Poder Executivo o adiamento da campanha.

“Vários tutores nos procuraram, muito preocupados. Temos que ter a certeza de que não vamos contaminar nem pôr em risco a vida dos animais”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavalieri.

Caso

No último sábado (4), durante a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos, que realizou cerca de 36.000 atendimentos em 53 postos de vacinação, em Magé, vários animais acabaram tendo reação após imunização na unidade de Saúde da Família (USF) Britador.

Segundo a secretaria de Saúde do município, imediatamente foi paralisada a imunização e iniciada a prestação de socorro aos animais, além do apoio aos responsáveis.

A pasta informou ainda que foi aberta auditoria emergencial, no último domingo (5), onde profissionais foram ouvidos.

A constatação foi que houve falha humana e a aplicação Insulina Regular Humana (IRH) ao invés do imunizante antirrábico. Onze animais morreram.

Os funcionários foram afastados de seus cargos e foi instaurado processo de sindicância que segue em andamento, apurando os fatos, até que as medidas cabíveis possam ser tomadas.

Os animais foram conservados e encaminhados para análise com as devidas autorizações de seus tutores, com a finalidade de elucidar de forma clara e técnica os efeitos adversos causados aos mesmos.

A prefeitura diz ainda que o município segue com suporte financeiro dos custos com medicações, internações, gastos com clínicas veterinárias, além de suporte psicossocial aos tutores que perderam seus animais.

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