Saúde

Fitoterápico foi usado por mais da metade da população, diz estudo

Medicamentos são feitos à base de extratos vegetais

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De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, mais da metade da população brasileira (61,7%) recorreu a uma Prática Integrativa Complementar (PIC) em 2020, e a principal escolha foi o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, com 28%.

Os chamados fitoterápicos são produtos com matérias-primas exclusivamente de vegetais, como extrato, tintura, óleo, entre outros. Não se trata, portanto, da planta medicinal em si, mas sim de um medicamento industrializado.

A farmacêutica Silmeri Bolognani, explica quais os cuidados, os mitos e verdades desse tipo de medicamento.

“Assim como os outros medicamentos, os fitoterápicos devem oferecer garantia de qualidade e ter sua eficácia comprovada. Eles são muito eficazes em uma série de patologias que denominamos distúrbios leves a moderados. Existem diversos problemas de saúde que podem ser tratados com eles, como por exemplo: ansiedade, tosse, gripe, resfriados, alívio dos sintomas da menopausa, cólicas, entre outros”, explica Silmeri.

Há muitos mitos por trás do uso de fitoterápicos, até mesmo gerados por médicos.

“A lenda mais antiga e errônea é que eles, por serem naturais, não causam mal e nem efeitos colaterais, porém, na verdade, caso usado de maneira errada, eles podem sim causar efeitos indesejáveis e até piorar o quadro. Muitos dizem também que a ação é mais demorada em comparação com os remédios sintéticos e convencionais, mas não existe tal relação”, afirma Bolognani.

A especialista lembra ainda que a prescrição dos medicamentos fitoterápicos, assim como muitos convencionais, só pode ser feita por profissionais da saúde ou por terapeutas registrados e autorizados, e orienta: “Não utilize um fitoterápico porque funcionou bem com algum conhecido, pois cada organismo age de uma forma ao estímulo do medicamento e/ou patologia. Logo, cada pessoa é um ser individual e necessita de uma prescrição personalizada”, finaliza Silmeri Bolognani.

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