Política

Quem é o autor do painel que serviu de moldura para a CPI ?

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Os trabalhos foram plotados em vinil autoadesivo fosco, impressos e instalados pela gráfica do Senado, em maio de 2015. Foto: Rodrigo Viana / Senado Federal

Passados seis meses, a CPI da pandemia terminou em outubro, no Senado Federal, em meio a muitas polêmicas. O brasileiro se acostou a rotina de depoimentos, indiciamentos até o relatório final com mais de mil páginas entregues à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Ministério Púbico (MP). Além de depoimentos reveladores e dialogos acaloradores recheados de acusações, o que também chamou a atenção foi painel de fundo que serviu de moldura para todo tipo de ataque e ofensa.

Atrás das mesas da presidência, o painel com imagens em três dimensões deu o tom passando a ideia de profundidade. O objetivo era criar um fundo padronizado que identificasse esses importantes espaços, sempre que aparecessem nas coberturas jornalísticas.

A tela foi instalada em oito salas, após testes de câmera para identificar a neutralidade e o acerto de cores, um para cada sala de comissão permanente. O autor do trabalho que acabou famoso pela exposição, é designer e servidor da Casa há 11 anos, Henrique Porath, de 41 anos. O gaúcho de São Leopoldo é formado também em Sociologia e Direito. Ele foi o idealizador dos painéis, resultado de modelagem 3D e edição gráfica, embora dispense o rótulo de 'obra de arte'. Atualmente Henrique trabalha no Núcleo de Apoio e Inovação do Senado (Nainova).

"A função era criar uma identidade para o espaço que se pudesse reconhecer de onde quer que se visse as representações. Não tinha essa áurea da obra de arte, de querer provocar, criar sensações, sentimentos. A intenção era muito funcional. Talvez por isso eu não entenda como obra de arte"

Influência

Mesmo não classificando seus desenhos como arte, Henrique confessa que os painéis tiveram influências de outros autores que compõem o Congresso Nacional.

"Claro, eu tive uma preocupação em dialogar com as demais obras que a gente tem no Congresso Nacional, como Athos Bulcão e Oscar Niemeyer. Tinha essa preocupação de criar um afinidade e uma conversa entre essas representações visuais. Também olhei para os detalhes da arquitetura do Senado para me inspirar", frisou.

"Tive a preocupação em dialogar com as demais obras que a gente tem no Congresso Nacional, como Athos Bulcão e Oscar Niemeyer. Criar um afinidade e uma conversa entre essas representações visuais. Também olhei para os detalhes da arquitetura do Senado para me inspirar"

O desenho 'famoso' de Porath não trouxe outras frentes de trabalho fora do que o servidor já está acostumado a fazer, mas ele explica que gostou da exposição e de ver sua criação nas telas Brasil afora.

O autor da tela mais famosa do Senado não tem pretensões de se enveredar ou expor suas 'obras', mas deixa em aberto e a possibilidade.

"Nunca me ocorreu de fazer uma exposição desses trabalhos, mas pensaria de bom grado numa sugestão desse tipo"

Modernização

Todas as oito telas que compõem os cenários e salas de outras comissões foram criações de Porath. Os trabalhos foram plotados em vinil autoadesivo fosco, impressos e instalados pela gráfica do Senado, em maio de 2015.

Atrás das mesas da presidência, um painel, com imagens em três dimensões em cor clara, dava o tom na parede passando uma ideia de produndidade. Foto: Rodrigo Viana / Senado Federal

Os painéis foram uma iniciativa da equipe de comunicação institucional da Casa, Coordenação de Comunicação Interna, da Secretaria de Relações Públicas e Comunicação Organizacional, e eram ações de modernização das comissões que contaram também com equipamentos para votação eletrônica, e computadores nas bancadas dos parlamentares.

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