Skip to content

Região

Coronavírus no Rio: ‘Em algum momento ele vai se espalhar’

Redação | Publicado em:

Imagem não disponível


Alerj Aud. Publica Coronavirus
Deputada Martha Rocha (PDT) presidiu audiência. Foto: Eduarda Hillebrandt



O que o Rio de Janeiro deve fazer diante da ameaça do novo Coronavírus? As ações preventivas e de enfrentamento à doença respiratória que assolou a China foram debatidas em audiência pública no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta sexta-feira (6) e contou com autoridades da saúde.



O diagnóstico do primeiro caso de Covid-19 no Rio, que afetou uma paciente de 27 anos em Barra Mansa, na região Sul do estado, levou o estado a reforçar as medidas de prevenção.



O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, afirmou que o governo estadual está acelerando a abertura de 120 leitos para o tratamento da doença, além de 229 leitos de internação já reservados nos hospitais públicos.



Edmar defende que não há razão para pânico, mas admite que o início da circulação interna do vírus se aproxima. A paciente de Barra Mansa foi infectada durante viagem à Itália em fevereiro.



“O sucesso do plano de contingência vai ser medido pela capacidade de organização desse enfrentamento, não pelo número de casos. Sabemos que é impossível deter a entrada do vírus, em algum momento ele vai se espalhar” reforçou o secretário, destacando que o plano, elaborado em janeiro, será atualizado constantemente.



Até quinta-feira (5), o estado estava acompanhando um caso confirmado e 79 suspeitos. Há, ao todo, nove casos confirmados da doença no país e 636 suspeitos.



Medidas de prevenção



A audiência foi presidida pela deputada estadual Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Saúde da Casa.



A parlamentar sugeriu a criação de um comitê na Alerj para fiscalizar o plano de contingência, com participação dos órgãos estaduais de saúde. “Seria uma interface contínua e permanente com os órgãos da saúde e sociedade civil, para ter uma visão mais estruturada da efetividade do plano de contingência” afirmou.



A comissão de enfrentamento do coronavírus no Congresso Nacional integrou o debate. O deputado federal Dr. Luizinho (PP), titular da comissão de ações preventivas ao coronavírus na Câmara dos Deputados, destacou a preocupação com a configuração habitacional do estado.



“Pela falta de ventilação nas residências e quantidade de moradias com apenas um cômodos, o Rio enfrenta dificuldade na contenção de doenças respiratórias. Nos preocupa muito as comunidades do Rio de Janeiro e região metropolitana, além das regiões com temperaturas mais baixas, como a Serrana” pontuou o deputado federal.



O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, admitiu a complexidade de conter a transmissão do vírus nas áreas periféricas. “A questão habitacional é muito séria. Esse problema se repete em Minas, em São Paulo e no inteiro. Teremos dificuldade com a questão do isolamento domiciliar”, afirmou.



Santos afirmou que não descarta, a depender do nível da crise, controlar ou determinar a suspensão de grandes eventos.



Alerta



Diante do risco de transmissão, a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo, recomenda que aqueles que notarem os sintomas busquem os hospitais apenas se o estado de saúde for grave.



“Não há dúvida de que a Organização Mundial da Saúde declarará pandemia mundial nos próximos dias. A doença é nova e a dinâmica de transmissão não estão muito claras ainda. A doença chegará com números expressivos no país, porque o Brasil tem uma das maiores malhas aéreas do mundo. Com os métodos de barreira não é possível controlar” afirmou a pesquisadora.



Para Maria da Conceição, presidente dos Conselhos das Secretarias Municipais de Saúde do Rio (Cosems), destacou que a integração do Sistema Único de Saúde (SUS) está permitindo que os protocolos cheguem aos municípios. “Quando houver transmissão sustentada e o vírus atingir a massa, é o sistema de atenção básica que vai dar conta”, comentou.



O Conselho Regional de Medicina (Cremerj), representado pelo presidente Sylvio Provenzano, defende a antecipação da vacinação contra a gripe.



“Muito ainda há o que se descobrir sobre o coronavírus. O modo de transmissão, período de incubação. É oportuno que o Ministério da Saúde antecipe a vacinação de gripe. É um vírus que tem uma grande infectividade, e o principal risco são os carregadores do vírus que não apresentam sintomas” pontuou.



A presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Ana Lúcia Telles, defendeu a capacitação dos profissionais nos hospitais. “Os profissionais da Enfermagem que estarão na linha de frente. Nós preocupa apaziguar o pânico dos profissionais, porque o pânico não é apenas dos pacientes” frisou.


Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Médica vira ré por morte de paciente após lipoescultura em São Gonçalo
Segurança Pública

Médica vira ré por morte de paciente após lipoescultura em São Gonçalo

Gerente de mercado vai parar na delegacia após ação do Procon no Rio
Interior

Gerente de supermercado vai parar na delegacia após ação do Procon no Rio

Segurança Pública

Major do Exército é baleado na barriga após entrar por engano em rua com barricada

Polícia fecha o cerco, captura três acusados de tráfico e apreende um fuzil na Vila Ipiranga, em Niterói
Segurança Pública

Polícia fecha o cerco, captura três acusados de tráfico e apreende um fuzil na Vila Ipiranga, em Niterói