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Coronavírus: Rio pode ter hospitais de campanha para infectados

Redação | Publicado em:

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Foto: Arquivo/Divulgação/Governo da China



O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou nesta segunda-feira (16) o repasse de R$ 200 milhões para que a Secretaria Municipal de Saúde adquira insumos e adote outras providências necessárias para conter o avanço do contágio do coronavírus. A prefeitura também entrou em contato com o governo Federal para, se necessário, instalar hospitais de campanha destinados às pessoas infectadas pelo  coronavírus (Covid-19), a exemplo do que ocorreu em 2008 na epidemia de dengue no Rio de Janeiro, quando as Forças Armadas montaram hospitais para atendimento à população.



A secretária municipal de Saúde, Beatriz Bush, informou que em 30 dias o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, unidade de referência para o coronavírus, terá 370 leitos preparados para receber pacientes com a doença. Atualmente, 30 estão disponíveis, sendo que três já ocupados até a tarde de hoje.



Crivella voltou a pedir que a população siga as recomendações das autoridades para dificultar a transmissão da doença. Ele citou os cuidados a serem tomados por quem convive em casa com idosos e pessoas com doenças que baixam a imunidade do organismo.



“É fundamental que, neste momento, a gente saiba que nosso futuro depende de a gente ter consciência de que não podemos nos cumprimentar como antes, não devemos frequentar ambientes lotados, piscina em condomínios, praias e ônibus superlotados. Se tem idoso em casa, você não pode ser o vetor. Tem de escolher aonde ir, para não se expor”, explicou.



Crivella confirmou que o gabinete de crise criado semana passada se reunirá novamente nesta terça-feira (17) às 7h para discutir, entre outras  questões, o funcionamento de bares e restaurantes. “A recomendação é que sigam funcionando, com medidas de prevenção, como uma distância segura entre os clientes”, disse.



O prefeito disse que poderá rever a abertura das escolas da rede municipal de ensino das 11h às 13h, para almoço dos alunos. Isso porque nesta segunda-feira, primeiro dia da medida, apenas mil alunos compareceram para fazer a refeição.



A secretária de Saúde, Beatriz Bush, informou que o teste para detecção do coronavírus só será realizado em pacientes internados e pediu que a população só vá a essas unidades em caso de febre alta e dificuldades para respirar.



(Agência Brasil)


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