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Mãe e filha mortas na RJ-106 moravam em SG há um mês

Tiago Souza | Publicado em:

Reprodução

 

 

Rosivan Santos de Jesus, um pedreiro de 43 anos, enfrenta o desafio de seguir adiante com a vida ao lado de seu casal de filhos, de 13 e 14 anos, após a trágica perda de sua esposa, Gilmara de Jesus dos Santos, de 29 anos, e da filha mais nova, Yasmin Santos de Jesus, de 11 anos, que foram vítimas do atropelamento fatal ocorreu na manhã da última sexta-feira (23) na RJ-106, no Rio do Ouro, em São Gonçalo.

Natural da Bahia, a família havia se mudado para São Gonçalo apenas um mês antes do trágico acidente. Em uma entrevista ao ENFOCO, Rosivan compartilhou que, ao retornarem para casa, foram atropelados. Tinham planos de visitar o Rio Comprido, na Zona Central do Rio, no sábado (24) para comprar uma cafeteira.

 

 

Leia +: Mãe e filha mortas em acidente em São Gonçalo são identificadas

Leia +:Acidente deixa um morto e dois feridos na RJ-106, em São Gonçalo

“Eu fui à lotérica, onde paguei o boleto da internet e saquei dinheiro, pois já tínhamos planejado ir ao Rio Comprido ontem [sábado] para passear e comprar uma cafeteira vermelha. O sonho da minha esposa era ter uma cafeteria dessa cor, pois ela adorava ter as coisinhas dela na cor vermelha. Eu não me lembro de muitas coisas do acidente, nem mesmo sei quem nos atropelou. A única coisa que tenho em memória é a imagem da minha esposa caída no chão e eu cheio de sangue. Eu apaguei”, relatou.

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Rosivan compartilhou que a esposa iria completar 30 anos no próximo sábado (2). Sua filha mais nova, apesar da pouca idade, era uma verdadeira guerreira e atleta de luta livre, acumulando diversas medalhas.

 

 

“Gilmara faria aniversário agora, no próximo sábado. Este ano, também completaríamos 16 anos de casados. Nossa pequena gostava de esportes, era uma atleta de luta livre e colecionava medalhas. Seu sonho era se tornar uma atleta profissional”, recordou.

Anteriormente residentes em Ibirapitanga, na Bahia, a família mudou-se para o Rio de Janeiro em 2014, estabelecendo-se no Rio Comprido. Entretanto, há um mês, mudaram-se para São Gonçalo, onde Rosivan adquiriu a casa de um homem para quem prestava serviços.

“Eu comprei a casa há um mês, aqui era o nosso cantinho”, lembrou.

Os funerais da mãe e da filha estão agendados para as 14 horas desta segunda-feira (26) no cemitério do Pacheco, em São Gonçalo.

Tiago Souza

Atuante no jornalismo desde 2014, acumulando experiências em diferentes meios de comunicação, como TV, rádio e portais de notícias. Possui facilidade para escrever em diferentes editorias, com destaque para pautas policiais e factuais no hard news. LinkdIn: @tiago-souza-21b29919a/

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