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Região

Maricá tem ações de erradicação da evasão escolar

Redação | Publicado em:

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Programa Busca Ativa da Unicef Foto Elsson Campos 1
Pelo menos 700 estudantes da rede pública e privada fazem parte da estatística no município. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Maricá)



Erradicar a evasão escolar em toda a cidade é um dos objetivos da Prefeitura. E para isso, o município desenvolve diversas ações de integração principalmente nas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Núcleo de Atenção Integração Educando Família Escola (NAIEF) e ações dos orientadores educacionais, visitadores que vão às residências para saber o motivo pelo qual o aluno deixa de frequentar as escolas.



Tais atividades de cunho educacional e assistencial levaram a equipe do Busca Ativa Escolar – plataforma gratuita para ajudar os municípios a combaterem a exclusão escolar desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – a identificar Maricá como uma experiência exitosa ao combate à evasão. A nível nacional, por exemplo, cerca de 2,8 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora do ambiente escolar, segundo dados do Busca Ativa.



Segundo a secretária de Educação, Adriana Luiza da Costa, 184 alunos da rede municipal e 700 estudantes no total (rede pública e privada) fazem parte da estatística de evasão escolar no município.



“É preciso que se faça um trabalho muito intenso de todo o governo para poder inserir essa família num contexto social, e mostrar para esse aluno que o crescimento dele enquanto cidadão se dará se ele estiver estudando, participando, indo à escola e que o crescimento vai ser muito melhor para ele e para sua família”, alertou.



Ações já em curso começam a trazer bons resultados. É o caso do resgate de X. (que não será identificado na reportagem), de 8 anos, aluno de uma unidade da rede pública no 1º distrito que retornou à sala de aula através da atuação do programa.



“Eu saí porque minha mãe está com meu irmão pequeno e não tinha como me trazer. Por isso fiquei afastado da escola”, disse o aluno. “Mas o pessoal foi em casa, conversou com ela e ela deu um jeito. Voltei e estou muito feliz”, acrescentou ele.



Diretora de uma das escolas que atendem os estudantes inseridos no Busca Ativa, Simone Maldonado falou sobre a felicidade em ter os alunos evadidos de volta às salas de aula.



“Mostrar para a mãe a importância de seu filho estar dentro da escola para ele aprender e não repetir mais de ano. Nós temos que erradicar a evasão escolar no município, e quando o aluno volta para a escola significa que o nosso trabalho está sendo bem executado”, avaliou.



De acordo com o secretário de Assistência Social, Jorge Castor, o trabalho integrado com outras pastas, com a utilização também dos nove Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) itinerantes, foi determinante para a identificação dessas famílias.



“Como o CRAS já faz busca ativa permanente, acabamos movendo um projeto que chamou a atenção da UNICEF”, relatou o secretário.



Com um ano de Busca Ativa Escolar no Rio de Janeiro, a coordenadora estadual do projeto, Júlia Ventura, afirmou que a faixa etária com maior incidência de evasão escolar é entre 12 e 18 anos.



“É uma idade em que percebemos que muitos adolescentes começam a trabalhar, a auxiliar economicamente a família e há ainda um forte desinteresse em relação a continuidade dos estudos”, relatou.



“Na maioria dos municípios têm uma questão de deslocamento da escola, ou que ainda há uma realidade de muita violência principalmente em certas regiões da cidade e isso acaba afetando a capacidade do aluno chegar até a escola”, concluiu.


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