Uma jiboia de aproximadamente dois metros de comprimento foi localizada, na manhã desta quinta-feira (7), após cair do teto de uma casa noturna no bairro de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. O animal foi encontrado pelos proprietários antes da abertura do estabelecimento.
No mesmo dia, uma segunda ocorrência de natureza similar foi registrada no bairro de Itacoatiara, também na Região Oceânica. Outra jiboia foi avistada no telhado de uma residência, mobilizando novamente as equipes de resgate. Segundo a prefeitura, em ambas as situações, os agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal aplicaram protocolos técnicos para garantir a integridade física dos répteis e dos cidadãos presentes nos locais.
O que fazer ao se deparar com uma cobra em Niterói?
O subinspetor da Coordenadoria de Meio Ambiente, Renato Macedo, reforçou que o manejo desses animais exige preparo técnico. “O primeiro cuidado em situações como essas é não tentar se aproximar ou capturar o animal. O ideal é manter a distância e acionar imediatamente a Guarda Ambiental, para que a equipe especializada faça o manejo de forma segura, tanto para a população quanto para o próprio animal”, destacou o subinspetor.
Após a captura e avaliação, os animais foram transportados e soltos no Córrego dos Colibris, área de preservação ambiental adequada ao habitat natural das espécies. O procedimento visa reintegrar a fauna local sem oferecer riscos às áreas urbanas adjacentes.
A alta incidência de aparições é explicada pela configuração geográfica do município da Região Metropolitana, que possui mais de 50% de seu território composto por áreas verdes protegidas. Dados da Coordenadoria indicam que, entre 2025 e abril de 2026, mais de 4 mil animais silvestres, incluindo aves, mamíferos e répteis, foram resgatados em diversos pontos do município.
A Prefeitura de Niterói orienta que, em casos de avistamento, a população deve contatar o Cisp pelo telefone 153. Animais saudáveis são devolvidos imediatamente à unidade de conservação mais próxima. Já espécimes feridos são encaminhados a instituições parceiras, como o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) ou o Instituto Vital Brazil, este último especializado em casos envolvendo serpentes peçonhentas.