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Niterói

Entre a espera e a urgência: falta de sangue coloca tratamentos e cirurgias em risco

Tayná Ferreira | Publicado em:

A doação de sangue é um ato voluntário e altruísta. Foto: Divulgação / Secretaria Estadual de Saúde

A escassez de sangue nos hemocentros pode comprometer não apenas atendimentos de emergência, mas também cirurgias eletivas, tratamentos oncológicos, procedimentos de alta complexidade e transfusões de pacientes com doenças crônicas. A cuidadora de idosos Maria de Fátima Costa Alves, de 49 anos, enfrentou essa situação ao ter uma cirurgia para tratar um câncer de colo do útero cancelada no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), em Niterói.

Diagnosticada com câncer há mais de seis meses, Maria aguardava pelo procedimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Após ser chamada pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg), ela foi internada no Huap em 16 de julho. Segundo a paciente, ela passou por toda a preparação pré-operatória, ocupou um leito e acreditava que finalmente iniciaria o tratamento.

“Fui internada, passei por toda a preparação cirúrgica e acreditei que aquele seria o início da minha recuperação”, diz.

No entanto, no dia seguinte, recebeu alta sem ser operada. Conforme consta no Sumário de Alta, a cirurgia foi suspensa devido à falta de sangue em estoque.

“Não consigo compreender como uma paciente com câncer, que aguardou mais de seis meses por uma cirurgia, pode ser internada, preparada para o procedimento e, no dia seguinte, voltar para casa porque não havia sangue disponível”, lamenta.

Maria acredita que outros pacientes possam estar passando pela mesma situação.

“Quantos outros pacientes estão aguardando uma cirurgia e podem estar vivendo a mesma situação? Não quero privilégios, nem passar na frente de ninguém. Quero apenas realizar a cirurgia para a qual fui chamada e que todos os pacientes tenham a mesma oportunidade de receber o tratamento de que precisam”, pontua.

O outro lado

Segundo o professor adjunto de Hematologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Adelmo H. Daumas Gabriel, a suspensão de cirurgias em períodos de baixa disponibilidade de sangue é uma medida de segurança para proteger o paciente.

Antes de qualquer procedimento cirúrgico, explica o médico, é feita uma reserva de bolsas compatíveis para garantir que, caso ocorra uma hemorragia durante a operação, o paciente possa ser atendido imediatamente.

“Se uma pessoa vai fazer uma cirurgia eletiva, seja de câncer ou de qualquer outra natureza, e o estoque de sangue está baixo, a cirurgia pode ser suspensa. Isso acontece porque o pouco sangue que tem, ele vai ser guardado para aquelas pessoas que têm casos de emergência que surgem, né? É o acidente, é o tiro, é a hemorragia espontânea que acontece. Então o sangue fica guardado para isso, garante um estoque para atender a essa emergência vermelha e aquelas cirurgias que não são urgentes ficam postergadas”, explica.

O professor ressalta, porém, que o adiamento costuma ser temporário.

“Normalmente, essas cirurgias são remarcadas em poucos dias, tempo suficiente para que haja novas doações e os estoques sejam recompostos. Não é uma situação planejada para durar meses”, afirma.

Além das cirurgias, a manutenção dos estoques é essencial para pacientes que dependem regularmente de transfusões.

“Hoje temos uma população crescente de pacientes com doenças crônicas, como anemia falciforme, leucemias, linfomas, mielomas e pessoas em tratamento oncológico com quimioterapia. Muitos deles necessitam de transfusões periódicas para continuar o tratamento. A doação de sangue garante não apenas as emergências, mas também a continuidade desses procedimentos e tratamentos”, destaca.

De acordo com o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), “a assistência aos pacientes permanece sendo conduzida regularmente, com responsabilidade, critérios técnicos e compromisso com a segurança e a qualidade do cuidado. O hospital mantém o monitoramento dos estoques de hemocomponentes em conjunto com a rede de hemoterapia responsável pelo abastecimento da unidade, adotando medidas para garantir o uso racional dos insumos, principalmente em períodos mais críticos, priorizando situações de urgência e emergência”, disse em nota.

Antes de cirurgias de médio ou grande porte, os hospitais precisam garantir bolsas de sangue disponíveis caso o paciente necessite de transfusão. Para isso, o serviço de hemoterapia faz uma reserva específica para cada paciente.

Segundo Adelmo, quando o estoque está abaixo do ideal, a prioridade passa a ser o atendimento de casos considerados emergenciais.

“Quando uma pessoa é encaminhada para o centro cirúrgico, o hospital solicita ao hemocentro uma reserva de sangue compatível com o tipo sanguíneo do paciente. Essa bolsa fica disponível exclusivamente para aquela cirurgia, garantindo segurança caso ocorra uma necessidade de transfusão durante o procedimento.”

O professor explica que algumas situações tornam a reserva de sangue ainda mais complexa.

“Há pacientes com tipos sanguíneos mais raros, como o O negativo, ou que possuem características específicas do sangue, chamadas fenótipos, que exigem uma busca mais detalhada por bolsas compatíveis. Nesses casos, se não houver sangue disponível, a cirurgia pode ser adiada para preservar a segurança do paciente”, conta.

Segundo Adelmo, muitas pessoas interpretam o cancelamento de uma cirurgia apenas como uma falha do sistema de saúde, quando, na verdade, a decisão busca evitar riscos durante o procedimento.

“Quando uma cirurgia é suspensa por falta de sangue, isso acontece porque não há condições seguras para realizá-la. Se ocorrer uma hemorragia durante a operação e não houver sangue disponível, a vida do paciente pode ficar em risco”, ensina.

Frustração e proteção

Embora reconheça que o adiamento cause frustração e sofrimento, ele destaca que a medida é adotada para proteger o paciente.

“Existe um impacto emocional muito grande. O paciente se prepara durante meses, cria expectativa e, de repente, precisa voltar para casa sem ser operado. Mas essa decisão é tomada para garantir que o procedimento aconteça com toda a segurança necessária”, enfatiza.

Segundo o Huap, em momentos de redução temporária da disponibilidade de hemocomponentes, a programação cirúrgica pode sofrer adequações pontuais, sempre fundamentadas na avaliação clínica, assistencial e na segurança do paciente. Todas as decisões são individualizadas e baseadas em critérios médicos e transfusionais. Conforme a unidade médica, a prioridade é sempre preservar a vida e garantir o melhor cuidado possível aos pacientes, principalmente aos pacientes em situação de maior gravidade.

“Algumas especialidades, que apresentam maior necessidade de suporte transfusional, como cirurgias oncológicas, cardiovasculares, transplantes, grandes cirurgias e procedimentos de alta complexidade, podem ser mais impactadas em períodos de escassez, o que não significa suspensão generalizada”, explica.

Estoques garantem o funcionamento dos hospitais

Para o professor, manter os bancos de sangue abastecidos é essencial para o funcionamento da rede hospitalar.

“Todo serviço de hemoterapia garante o funcionamento natural de um hospital. Antigamente, as transfusões eram associadas principalmente às cirurgias e aos acidentes. Hoje, a medicina avançou e convivemos com um número cada vez maior de pacientes com doenças crônicas que também dependem do sangue para continuar vivendo”, diz Adelmo.

Ele destaca que o envelhecimento da população e os avanços nos tratamentos aumentaram a demanda por transfusões.

“Cada vez mais pessoas têm acesso a tratamentos complexos, como quimioterapia, transplantes e terapias para doenças hematológicas. Isso faz com que a necessidade de sangue cresça continuamente.”

Além dos pacientes em tratamento contínuo, também dependem dos estoques pessoas atendidas em situações inesperadas, como acidentes de trânsito, hemorragias graves e outras emergências.

“O problema é que essas situações não têm hora para acontecer. Por isso, os hospitais precisam manter estoques permanentemente abastecidos.”

O Huap esclarece que os estoques de hemocomponentes variam diariamente conforme o volume de doações voluntárias e a demanda assistencial. Em determinados períodos, alguns componentes podem apresentar níveis reduzidos. A recomposição ocorre à medida que novos doadores comparecem aos hemocentros.

Muito além das bolsas de sangue

Uma doação não beneficia apenas pacientes que precisam de sangue total. Cada bolsa coletada pode ser fracionada em diferentes hemocomponentes, utilizados em tratamentos distintos.

Entre eles estão as hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio; o plasma, que contém fatores essenciais para a coagulação; e as plaquetas, fundamentais para conter hemorragias.

“O sangue não é utilizado apenas em sua parte vermelha. Nós também transfundimos plasma e plaquetas, que são indispensáveis em diversos tratamentos. Muitas pessoas fazem associação apenas com acidentes graves, mas a transfusão vai muito além disso”, revela o médico.

Segundo o professor Adelmo, pacientes em tratamento contra o câncer estão entre os que mais necessitam desses componentes.

“Quem faz quimioterapia intensa, especialmente pacientes com leucemias e outras doenças hematológicas, frequentemente precisa receber plaquetas e outros hemocomponentes durante o tratamento.”

Além dos pacientes oncológicos, pessoas com anemia falciforme, mieloma múltiplo, linfomas e outras doenças hematológicas também dependem regularmente das transfusões.

Outro exemplo citado pelo professor ocorre durante epidemias de dengue.

“Nos casos de dengue hemorrágica, por exemplo, o consumo de plaquetas aumenta muito. Por isso, os hospitais precisam manter estoques suficientes não apenas de sangue, mas também de todos os hemocomponentes.”

Número de doadores está abaixo do ideal

De acordo com dados do Ministério da Saúde (2022), aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue, o equivalente a 14 doadores a cada mil habitantes. Ao todo, são realizadas cerca de 3.159.774 doações por ano aos serviços de hemoterapia.

Segundo Adelmo H. Daumas, esse percentual está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideal uma taxa entre 2,5% e 3% da população doadora.

“Infelizmente, a doação voluntária ainda faz parte da rotina de poucos brasileiros. Essa baixa participação acaba refletindo diretamente na manutenção dos estoques e pode comprometer procedimentos eletivos, tratamentos e cirurgias”, explica Adelmo.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, por meio do Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio), os estoques de sangue estão em nível de atenção. A instituição reforça o apelo para que a população realize doações.

Ainda de acordo com o Hemorio, a média diária de doações caiu pela metade. O ideal seria receber cerca de 400 doações por dia, mas atualmente a unidade registra uma média de 200 doadores diários.

Em julho, a instituição identificou uma redução significativa no número de doações, período que historicamente apresenta queda devido às férias escolares e a outros fatores sazonais.

“O Hemorio reforça que as doações regulares são fundamentais, pois abastecem mais de 100 unidades públicas de saúde em todo o estado, incluindo os principais hospitais de emergência, unidades da rede federal e a própria instituição, que atende pacientes com doenças hematológicas, como anemia falciforme, hemofilia e leucemia”, informou o órgão.

Além disso, o Hemorio destaca que as doações frequentes contribuem para o atendimento de pacientes submetidos a cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes, além de vítimas de acidentes e outras emergências médicas.

Para mudar esse cenário, Adelmo defende que a população transforme a doação de sangue em um hábito.

“É importante que o doador escolha datas marcantes, como o aniversário ou outra ocasião especial, para lembrar de doar sangue. Assim, a doação passa a fazer parte da rotina”, afirma.

O professor também ressalta que a doação regular reduz a necessidade de mobilização de familiares de pacientes internados.

“Muitas vezes, parentes já estão emocionalmente abalados e acabam sendo chamados às pressas para doar sangue. Quando existe um número suficiente de doadores voluntários, essa pressão diminui e os estoques permanecem abastecidos.”

Enquanto aguarda uma nova data para a cirurgia, Maria de Fátima relata conviver diariamente com dores intensas e com a incerteza sobre a evolução da doença.

“Todos os dias preciso tomar analgésicos para conseguir suportar as dores. O uso contínuo desses medicamentos já vem causando problemas no meu estômago, além do desgaste físico e emocional provocado pela longa espera pelo tratamento. Hoje continuo convivendo diariamente com a dor, com a ansiedade e, principalmente, com o medo de que a doença evolua enquanto aguardo uma nova oportunidade de cirurgia.”

Doação de sangue é voluntária e salva vidas

Além dos desafios relacionados à manutenção dos estoques, Adelmo H. Daumas destaca que ampliar a frequência das doações é fundamental para garantir o abastecimento contínuo da rede de saúde.

Segundo ele, a doação de sangue é um ato voluntário e altruísta, que não pode estar associado a qualquer tipo de remuneração ou benefício.

“No Brasil, a Constituição Federal proíbe qualquer forma de pagamento pela doação de sangue. Isso garante que o processo seja baseado exclusivamente na solidariedade e contribui para a segurança de quem vai receber a transfusão”, explica.

Antes da coleta, o voluntário passa por uma entrevista clínica para verificar se está apto a doar.

“Durante a triagem, fazemos perguntas sobre o estado de saúde e hábitos de vida do candidato. Algumas questões são sensíveis, mas são fundamentais para garantir a qualidade e a segurança do sangue que será utilizado por outro paciente.”

Mesmo após a coleta, o sangue passa por exames laboratoriais antes de ser liberado para uso.

“Todas as bolsas são testadas para doenças transmissíveis, como HIV, hepatites B e C, HTLV, sífilis e outras infecções. Somente depois dessa etapa o sangue pode ser utilizado.”

Por esse motivo, a bolsa coletada não fica disponível imediatamente.

“Em média, são necessários pelo menos dois dias para que o sangue esteja apto para transfusão. As emergências, porém, acontecem a qualquer momento. Por isso, é fundamental que os estoques já estejam abastecidos.”

De forma geral, podem doar sangue pessoas que:

  • estejam em boas condições de saúde;
  • tenham entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização dos responsáveis);
  • pesem mais de 50 quilos;
  • estejam alimentadas, evitando alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação;
  • tenham dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;
  • não tenham ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação;
  • apresentem documento oficial com foto.

Homens podem doar sangue até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de dois meses entre as doações. Já as mulheres podem realizar até três doações anuais, respeitando um intervalo mínimo de três meses entre cada coleta.

Antes da doação, todos os candidatos passam por uma avaliação clínica para verificar se estão aptos a realizar o procedimento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, algumas situações podem impedir temporariamente ou definitivamente a doação.

Impedimentos temporários

A pessoa fica temporariamente impedida de doar sangue quando:

  • está gestante;
  • está amamentando e o bebê tem menos de um ano;
  • tomou a vacina contra influenza nos últimos dois dias;
  • tomou a vacina contra a Covid-19 nos últimos sete dias;
  • teve diarreia nos últimos sete dias;
  • apresentou resfriado nos últimos sete dias;
  • teve resfriado acompanhado de febre nos últimos 15 dias;
  • fez uso de antibióticos nos últimos 15 dias;
  • viajou para a Região Norte do Brasil no último mês;
  • teve mais de três parceiros sexuais nos últimos três meses;
  • iniciou uma nova relação sexual nos últimos seis meses;
  • realizou tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva nos últimos seis meses;
  • passou por cirurgia nos últimos seis meses;
  • realizou endoscopia ou colonoscopia nos últimos seis meses;
  • teve parceiros sexuais simultâneos no último ano;
  • teve tuberculose nos últimos cinco anos.

Impedimentos definitivos

A pessoa fica definitivamente impedida de doar sangue quando:

  • já teve convulsão;
  • tem mais de 70 anos;
  • faz uso de drogas como cocaína ou drogas injetáveis;
  • utiliza anabolizantes ou testosterona sintética;
  • tem glaucoma e faz uso de medicamentos para essa condição;
  • utiliza medicamentos como atenolol, metoprolol, clonidina, prazosina, hidralazina, minoxidil ou finasterida;
  • faz uso de insulina ou determinados antibióticos;
  • já teve câncer.

Onde doar sangue no Rio e em Niterói

Quem estiver apto a doar pode procurar um dos seguintes hemocentros:

Hemocentro Regional de Niterói (HUAP): Avenida Marquês do Paraná, nº 303, Centro de Niterói. Aberto de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h (sem intervalo para almoço).

Hemorio: Rua Frei Caneca, nº 8, Centro do Rio de Janeiro. O atendimento é realizado todos os dias, das 7h às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados.

Banco de Sangue Serum – Unidade Centro: Avenida Marechal Floriano, nº 99, Centro do Rio de Janeiro. Aberto diariamente, das 7h às 18h.

Banco de Sangue Serum – Unidade Barra da Tijuca: Avenida Ayrton Senna, nº 2.150, Casa Shopping, Bloco P, Barra da Tijuca. Aberto diariamente, das 7h às 18h.

Segundo o Hemorio, campanhas como o Junho Vermelho ajudam a mobilizar a população para manter os estoques abastecidos. Em junho, a quarta edição da campanha Rota Solidária, realizada em parceria com modais de transporte do estado, ofereceu incentivos para pessoas que fossem doar sangue e contabilizou mais de 700 doações.

Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que o sangue coletado é separado em diferentes hemocomponentes utilizados em cirurgias, tratamentos oncológicos, transplantes, atendimentos de emergência e no cuidado de pacientes com doenças hematológicas.

Enquanto milhares de pessoas dependem diariamente da solidariedade dos doadores para continuar seus tratamentos, Maria de Fátima segue aguardando uma nova oportunidade para realizar a cirurgia que pode mudar o rumo de sua vida.

À espera de uma nova data para o procedimento, ela faz um apelo para que mais pessoas se tornem doadoras regulares de sangue.

“Espero que esta reportagem sensibilize as autoridades, fortaleça os bancos de sangue, aperfeiçoe o planejamento entre hospitais e hemocentros e contribua para que nenhuma outra pessoa com câncer precise passar pelo sofrimento que estou vivendo.”

Na expectativa de que sua história incentive outras pessoas a praticarem esse gesto de solidariedade, Maria de Fátima deixa uma última mensagem: “Por favor, doe sangue e salve vidas.”

Tayná Ferreira

Jornalista formada, apaixonada por contar histórias e dar voz a diferentes realidades. Atua principalmente na produção de reportagens especiais e na cobertura de temas relacionados a segurança pública e cidades. Estudante de Libras e defensora da causa animal. Instagram: @taynafjornalismo

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