A greve dos bancários de 24 horas alterou a rotina de clientes que procuraram agências no Centro de Niterói nesta quinta-feira (20). Cartazes foram colocados nas portas dos bancos para informar sobre a paralisação, aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17).
A mobilização faz parte da Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2026. Entre as reivindicações estão reajuste salarial, valorização do piso e dos tíquetes, aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), redução das metas, melhores condições de saúde e trabalho e manutenção das agências.
Clientes são surpreendidos pela paralisação
Um dos clientes afetados foi o aposentado Marco Antônio Luiz de Almeida, de 68 anos. Morador do Barro Vermelho, em São Gonçalo, ele foi até uma agência da Caixa Econômica Federal, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, para conversar pessoalmente com o gerente. Ao chegar ao local, porém, encontrou os avisos sobre a greve.
“Eu fui pego de surpresa. Eu ia falar com o meu gerente, Rafael, mas cheguei aqui e vi esses cartazes informando a greve”, contou.
Marco afirmou que precisará retornar à agência depois da paralisação.

A interrupção do atendimento presencial também afetou quem costuma realizar saques diretamente nos caixas das agências. O aposentado Jair Pereira, de 72 anos, morador do Centro de Niterói, precisou mudar os planos. Sem atendimento bancário, ele decidiu recorrer a uma lotérica.
“Eu saco dinheiro direto na boca do caixa, mas como hoje não tem como, irei direto na lotérica com a minha identidade”, relatou.
Os trabalhadores que atuam em regime de home office foram orientados pelo sindicato a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante a paralisação.
Segundo a entidade, existe a possibilidade de o dia ser descontado, especialmente nos casos em que não houver registro de ponto. A questão ainda deverá ser discutida e definida nas negociações entre trabalhadores e instituições financeiras.
A campanha reúne diferentes demandas da categoria, incluindo aumento de salários, valorização do piso, PLR e tíquetes, além de oposição à redução de agências e às demissões.
