A rotina de alunos e professores do Ciep 449 Governador Leonel Brizola (Brasil-França), no bairro de Charitas, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, tem sido marcada por improvisos diante de problemas estruturais que, segundo os pais, já afetam diretamente o funcionamento da escola. Infiltrações, falhas na rede elétrica e espaços interditados reduziram o uso pleno do prédio e inviabilizaram o ensino em tempo integral, modelo que é uma das principais características da unidade.
De acordo com relatos, parte das atividades precisou ser adaptada por conta das condições do prédio. Há preocupação com a segurança dos estudantes e com a perda de qualidade no ambiente escolar.
“A gente vê salas com infiltração, espaços que não podem ser usados. É triste, porque é uma escola que sempre foi referência”, afirmou a mãe de um aluno.
Conhecido como “Brafra”, o Ciep 449 é apontado pela comunidade como uma unidade diferenciada, fruto de cooperação internacional e com ensino bilíngue. Para os pais, o cenário atual representa um retrocesso. Eles destacam que, mesmo com as dificuldades, professores e funcionários seguem garantindo o funcionamento das aulas.
“O esforço dos professores é visível. Eles fazem o possível para não deixar os alunos sem conteúdo, mas chega uma hora que só isso não resolve. Precisa de estrutura”, completou a mãe.
Entre as principais reivindicações estão a realização de uma vistoria técnica detalhada, a definição de um cronograma de obras e a retomada do ensino em horário integral com segurança. Os responsáveis também cobram melhores condições de trabalho para os profissionais da unidade.
Apesar das limitações físicas, o corpo docente e administrativo tem mantido o nível pedagógico da escola, segundo a própria comunidade. Ainda assim, pais avaliam que a ausência de investimentos compromete a continuidade do modelo educacional.






O que diz a Secretaria Estadual de Educação
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou ao ENFOCO que “está finalizando um convênio com a Empresa de Obras Públicas (Emop) para intervenções em escolas da rede, incluindo o Ciep 449, que deve receber uma visita técnica para avaliação das condições estruturais”.
A pasta também destacou que “uma resolução publicada em março permite que diretores solicitem recursos extras de até R$ 130 mil por semestre para pequenos reparos, como manutenção e adequação da infraestrutura, desde que haja aprovação do Conselho Escolar e abertura de processo administrativo”.
Por fim, a secretaria afirmou que “o conteúdo pedagógico será reposto e que não haverá prejuízo ao aprendizado dos alunos”, finaliza o comunicado.
Enquanto aguardam medidas concretas, pais seguem cobrando uma solução definitiva para que a escola volte a operar em sua capacidade plena e com segurança.