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Região

Reforma do Museu Nacional será concluída em 2025

Redação | Publicado em:

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Salão interno do prédio da sede do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo



Mesmo com a previsão de reabrir parcialmente o Museu Nacional para as comemorações do bicentenário da independência do Brasil, em 2022, a reforma completa do palácio imperial Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, destruído por um incêndio no dia 2 de setembro de 2018, só deve ser concluída em 2025.



A previsão está no cronograma da nova estrutura de governança do museu, apresentado nesta quarta-feira (11) durante o seminário de Planejamento dos espaços de guarda de coleções em museus: Sustentabilidade, Conservação e Segurança, coordenado pelo Museu Nacional-UFRJ, com apoio do British Council e parceria com Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ).



Segundo a coordenadora do projeto Museu Nacional Vive, a arquiteta Lucia Bastos, a expectativa é entregar em 2022 toda a restauração das fachadas, da cobertura e dos jardins.



“Nossa expectativa de entrega para o bicentenário, o que é tecnicamente viável, é terminar a restauração das fachadas de todos os blocos, a construção da nova cobertura, o jardim frontal e o jardim das princesas. Eu acho que isso já é uma grande entrega para o grande público, para os usuários da Quinta e para a comunidade”.



Está previsto para este mês a conclusão do projeto da cobertura e fachada do bloco 1 do palácio e em abril começa a recuperação dos bens integrados do mesmo bloco. Em maio finaliza-se o resgate nos escombros do incêndio e começam a ser feitos os projetos de arquitetura, para em julho começarem as obras na fachada e na cobertura.



Acervo e coleções



Em sua apresentação no seminário, a vice-diretora do Museu Nacional, responsável pela parte dos acervos da instituição, explicou que a exposição tinha 5 mil peças e que 80% foi perdido no incêndio, 15% está preservado e 5% foram afetados. As coleções que tiveram mais perdas foram as de antropologia, etnografia, paleontologia, geologia, entomologia (insetos), aracnologia (aranhas) e malacologia (conchas), sendo que esta última está tendo uma recuperação razoável no resgate.



Ela lembra também da Biblioteca Francisca Keller de literatura antropológica, que ficava dentro do palácio e foi totalmente perdida.



Do trabalho de resgate, Cristiana destaca objetos de cerâmica pré-colombiana, esculturas de bronze egípcias e o crânio da Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado na América do Sul.



“Muito desse material está sendo recuperado e está sendo feito um plano museológico para essas exposições. O processo de resgate foi um grande desafio, tem todo o procedimento de escavação, peneiramento, documentação, limpeza e acondicionamento do material em contêineres. A gente já está na etapa final”, disse.


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