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Rio

Academia de elite em Copacabana é interditada por irregularidades sanitárias

Redação | Publicado em: - Atualizado 5 meses atrás

Além disso, também foram constatadas outras irregularidades, como ausência do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros/ Foto: Divulgação

Uma academia foi interditada neste domingo (24) durante uma operação de fiscalização em estabelecimentos localizados no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após denúncias recebidas pelas autoridades. O endereço e o nome do estabelecimento não foram divulgados pelos órgãos responsáveis.

Durante a ação, uma academia de alto padrão foi totalmente interditada após agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), do PROCON-RJ e do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região (CREF1) identificarem a ausência de responsável técnico registrado, falta de registro da pessoa jurídica junto ao CREF1 e licenciamento sanitário vencido. Segundo os órgãos fiscalizadores, as irregularidades comprometem diretamente a segurança dos consumidores e impedem o funcionamento regular do estabelecimento.

Além disso, também foram constatadas outras irregularidades, como ausência do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros, falta do Livro de Reclamações do PROCON-RJ e inexistência dos cartazes obrigatórios com informações do órgão de defesa do consumidor.

Em outras duas academias fiscalizadas, os agentes flagraram a ausência de profissionais de educação física habilitados em diferentes pavimentos destinados às atividades de musculação e cardio. Os estabelecimentos possuíam três andares de funcionamento, mas apenas um deles contava com profissional habilitado acompanhando os alunos.

Diante da situação, dois pavimentos de cada academia foram interditados cautelarmente até que os estabelecimentos comprovem a presença de profissionais habilitados em todas as áreas de atividade física, conforme determina a legislação federal e as normas do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF).

As equipes também identificaram problemas de acessibilidade em um dos estabelecimentos. A academia possuía três andares destinados às atividades físicas, mas o acesso era realizado exclusivamente por escadas, sem alternativas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O local também não possuía banheiro adaptado.

Os estabelecimentos deverão sanar todas as irregularidades apontadas para que as atividades possam ser retomadas.

O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, destacou a gravidade das irregularidades encontradas durante a operação.

“É extremamente grave uma academia funcionar sem o responsável técnico, sem profissionais habilitados, sem a situação regularizada junto aos órgãos como o Conselho de Educação Física, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. Estamos falando de locais que lidam diretamente com a população e, portanto, com a saúde e integridade física das pessoas. É uma condição essencial ao serviço prestado. No caso de uma emergência, quem é o profissional habilitado a realizar o suporte básico de vida? Nosso compromisso é garantir a proteção e defesa dos consumidores garantindo a segurança e o respeito à legislação para assegurar os direitos do consumidor “, afirmou o secretário.

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