O sistema de trens metropolitanos do Rio passou a ser operado sob uma nova marca. Batizado de “Trens RJ”, o serviço entrou em fase de transição após a assinatura, em março, de contrato entre o governo estadual e o consórcio Nova Via Mobilidade, responsável por substituir a SuperVia.
A troca de operador ocorre em meio à recuperação judicial da antiga concessionária. O novo grupo, formado pelos fundos de investimento Nova Via e Magna, ficará à frente da operação por cinco anos e prevê aportes de cerca de R$ 652 milhões na rede ferroviária.
A mudança inclui um período de operação assistida de até 90 dias, durante o qual equipes da SuperVia e do novo consórcio atuam juntas para garantir a continuidade do serviço enquanto a transferência é concluída.
Com a criação da marca “Trens RJ”, o governo tenta marcar uma nova fase do sistema, que atende cerca de 300 mil passageiros por dia e acumula histórico de falhas, atrasos e reclamações de usuários.
Entre as alterações previstas está o novo modelo de remuneração da concessionária, que deixará de ser baseada no número de passageiros e passará a considerar a quilometragem percorrida. A medida, segundo o estado, busca estimular a regularidade das viagens.
Investimentos
O plano de investimentos prevê a substituição de trilhos, dormentes e postes, além da modernização da rede aérea e recuperação de equipamentos como transformadores. Os recursos serão acompanhados por auditoria independente ao longo do contrato.
Na área de segurança, o governo informou que estuda ampliar o Grupamento Ferroviário, com possibilidade de criação de uma unidade especializada em parceria com a Polícia Militar.
O consórcio Nova Via Mobilidade foi o único participante do leilão judicial que definiu o novo operador. O modelo adotado impede que a empresa herde dívidas da antiga concessionária.
Segundo o governo estadual, a expectativa é que, com o “Trens RJ”, o sistema passe por recuperação gradual da infraestrutura e apresente melhora na operação nos próximos meses.