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Escolas municipais do Rio terão aulas de educação financeira

Redação | Publicado em: - Atualizado 4 meses atrás

Escolas municipais do Rio terão aulas de educação financeira
Iniciativa também abordará segurança digital e proteção contra fraudes financeiras - Foto: Freepik

A Prefeitura do Rio sancionou a lei que institui o “Programa Investidor do Amanhã“, voltado à educação financeira de estudantes da rede municipal de ensino. A medida foi publicada nesta segunda-feira (15) e tem como objetivo ampliar o acesso dos jovens a conhecimentos sobre organização das finanças pessoais, planejamento econômico e segurança digital.

A nova legislação prevê a oferta de atividades extracurriculares destinadas a alunos das escolas públicas municipais. A proposta busca preparar os estudantes para lidar com decisões financeiras do cotidiano, incentivando práticas de consumo consciente, controle de gastos e formação de hábitos relacionados ao planejamento financeiro.

Além de conteúdos sobre economia doméstica e investimentos, o programa também abordará a prevenção a golpes financeiros e a proteção de dados pessoais. A iniciativa surge em um cenário de aumento do endividamento no país. De acordo com levantamento da Serasa, cerca de 83 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em abril deste ano, o maior número registrado pela série histórica.

O projeto teve origem na Câmara Juvenil da Câmara Municipal do Rio, onde estudantes identificaram a educação financeira como uma demanda relevante para a formação dos jovens. A proposta foi posteriormente aperfeiçoada pelos vereadores Átila Nunes (PSD) e Marcio Ribeiro (PSD), que incluíram mecanismos para tornar o aprendizado mais prático e acessível.

Entre as ações previstas estão oficinas, palestras e atividades interativas, como simulações de investimentos no mercado financeiro. Segundo os autores da proposta, a utilização de metodologias participativas pretende aproximar os estudantes de conceitos que, cada vez mais, fazem parte da rotina da população.

A legislação também prevê a capacitação de professores e a disponibilização de recursos tecnológicos para a execução das atividades. Para viabilizar o programa, o município poderá firmar parcerias com universidades, organizações da sociedade civil, instituições financeiras e empresas privadas.

A participação dos alunos será voluntária, já que as atividades ocorrerão fora do horário regular das aulas. A norma ainda abre espaço para o envolvimento de pais e responsáveis, com a intenção de ampliar o alcance das orientações financeiras para o ambiente familiar.

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