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Rio

Hospital do Rio terá que transferir pacientes por dívida milionária

Redação | Publicado em:

Divulgação



A Rede Casa, grupo que administra diversos hospitais no Rio, enfrenta uma dívida de R$ 30,2 milhões com a distribuidora de energia Light. O valor é referente a faturas não pagas entre janeiro de 2023 e novembro de 2024, além de parcelas de um acordo firmado em junho de 2024, que já somam R$ 761 mil em atraso.

Após várias tentativas de acordo e negociações, a Light notificou as unidades hospitalares da Rede Casa para a transferência de pacientes e alertou sobre a possibilidade de corte de fornecimento de energia. 

O comunicado foi feito às autoridades competentes, incluindo o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e o Governo do Estado.

O hospital, entretanto, garante que “não vai ter transferência”. Em nota, alega que “o serviço prestado pela Rede Hospital Casa continuará sendo disponibilizado a todos os cariocas que precisem de atendimento sem nenhuma intercorrência ou interrupção que possa prejudicar a qualidade do nosso acolhimento”.

Nesta segunda-feira (25), o Hospital Casa de Portugal, localizado no Rio Comprido, na Zona Central, impediu a instalação de geradores, que seriam alugados e custeados pela Light.

A empresa argumenta que, por lei, todos os hospitais devem ter geradores próprios para garantir o atendimento contínuo, caso haja falhas no fornecimento de energia.

A Light ressalta que a inadimplência de grandes valores, como a da Rede Casa, coloca em risco a prestação do serviço de energia, comprometendo a continuidade dos atendimentos. Até o momento, o grupo hospitalar pagou apenas R$ 1,5 milhão dos R$ 22 milhões acordados em junho.

Veja a nota da Rede Casa na íntegra

“Gostaríamos de esclarecer que se trata de uma discussão entre a Light e a Rede Casa quanto a qualidade do serviço prestado pela concessionária. Toda região do Rio Comprido, Estácio e Catumbi sofre com rede elétrica antiga, sem manutenção e que não recebe investimento há muitas décadas. A patente precariedade do serviço da concessionária de serviço público ocasiona várias interrupções no fornecimento todos os dias.

Essa situação, além de causar grande prejuízo, com danos a inúmeros equipamentos de alta tecnologia que nunca foram ressarcidos, obrigou a Rede Casa a construir uma usina de energia solar própria, de modo que as vidas dos nossos pacientes não fossem colocadas em risco pela má prestação de serviço da concessionária em questão.

Reforçamos que, além da usina de energia solar, possuímos também geradores suficientes, capazes de suportar quedas de luz sem que as constantes interrupções interfiram no atendimento dos pacientes presentes nos nossos nosocômios, cumprindo toda legislação pertinente ao assunto.

De modo irresponsável, a concessionária alardeia à imprensa a tentativa de interrupção do fornecimento de luz. Este modo reprovável de agir pela ameaça e pelo constrangimento, na tentativa de obter o pagamento de uma cobrança é ilegal (art. 42 da Lei Federal nº 8.078/90) e expõe a prestadora do serviço às consequências de seus inconsequentes atos danosos.

O serviço prestado pela Rede Hospital Casa continuará sendo disponibilizado a todos os cariocas que precisem de atendimento sem nenhuma intercorrência ou interrupção que possa prejudicar a qualidade do nosso acolhimento”.

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