Uma enorme mancha escura apareceu na Baía de Guanabara, na tarde desta sexta-feira (1) e assustou quem atravessava a Ponte Rio-Niterói. Os resíduos apareceram ao lado do navio de sucção, Galileo Galilei, que realiza dragagens em portos e orlas brasileiras.
De acordo com o jornalista e mestre em Engenharia Ambiental, Emanuel Alencar, a Capitania dos Portos foi ao local e verificou que a mancha era realmente proveniente da atividade realizada pela embarcação, que está fazendo dragagens no Porto do Rio. Ainda segundo ele, essas ações devem durar mais duas semanas na Capital e, em Niterói permanecem, até 2025.
Suspensão da atividade
O overflow foi suspenso pelo Ministério Público Federal (MPF) no ano de 2018, em obras de dragagens no Porto do Rio Grande (RS), em decorrência dos grandes impactos causados. De acordo com a liminar, o órgão pede que as atividades fiquem suspensas até descobrir se o consórcio, que estava realizando os procedimentos no local, é o responsável pelo aparecimento de lama na Praia do Cassino, considerada a maior praia do país e rica em biodiversidade.
Procurados pelo ENFOCO para prestar esclarecimentos, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Capitania dos Portos informaram, em nota, que realizaram uma vistoria na Baía de Guanabara, onde ocorre a dragagem no canal de navegação do Porto do Rio, e não encontraram a mancha exibida no vídeo.
“O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informa que, em conjunto com a Capitania dos Portos, vistoriou o local na tarde da última sexta-feira (1/11) e não observou a mancha registrada no vídeo”, comunicaram os órgãos.
Além disso, destacaram que a empresa será notificada para apresentar esclarecimentos, conforme o estipulado na licença ambiental que autorizou a dragagem na região.
“Caso seja constatada a irregularidade, a empresa poderá ser multada e até mesmo interditada para realizar as adequações necessárias”, finalizaram na nota.