Morreu aos 80 anos, no Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (8), o economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, mais conhecido como Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central. Ele estava internado havia aproximadamente um mês, após ser submetido a uma cirurgia intestinal.
Chico sofreu uma parada cardíaca em 22 de abril, durante uma cirurgia para correção de uma úlcera. Ele foi transferido para a UTI, mas não resistiu e morreu no Hospital Pró-Cardíaco.
Ele deixa a esposa, com quem foi casado por mais de 40 anos, os filhos Estefânia Maria Lopes, Bruno Pugliese e Sérgio Pugliese, além dos netos Sofia Lopes, Stela Lopes, Bernardo Pugliese, Frederico Pugliese, Raphael Pugliese, Marina Pugliese e Antonio Pugliese.
Natural de Minas Gerais, Chico Lopes teve papel importante na elaboração de planos econômicos que marcaram o país. Participou da equipe responsável pelo Plano Cruzado, contribuiu para o desenvolvimento do Plano Bresser e também atuou como consultor informal durante a criação do Plano Real.
Em 1995, passou a integrar o Banco Central como diretor da instituição. Quatro anos depois, em janeiro de 1999, assumiu a presidência do órgão, substituindo o economista Gustavo Franco.
A permanência no cargo foi breve, durando apenas 20 dias. Nesse período, esteve envolvido em discussões relacionadas ao apoio financeiro a bancos e à desvalorização da moeda brasileira.
Apesar da sólida carreira, Lopes se tornou conhecido do grande público por causa do escândalo Marka Fonte Cindam, em 1999, quando presidia o Banco Central (BC).