Uma loja de roupas em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foi interditada após uma fiscalização apreender 742 peças falsificadas, entre bermudas, camisas e casacos. A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo Procon-RJ, após uma denúncia feita pelo escritório que representa algumas das marcas reproduzidas ilegalmente. O nome do estabelecimento não foi informado pelas autoridades.
Durante a inspeção, os agentes constataram que o estabelecimento não apresentou alvará de funcionamento nem Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). A loja também não forneceu documentos que comprovassem a procedência das mercadorias ou permitissem identificar formalmente o estabelecimento.
As peças recolhidas imitavam produtos de grifes brasileiras e estrangeiras. Sem notas fiscais ou outros comprovantes de origem, fica mais difícil rastrear a cadeia de fornecedores, identificar os responsáveis pela comercialização e cobrar providências caso os consumidores enfrentem problemas com os produtos.
A falta da documentação exigida também impede a comprovação de que a atividade comercial está regularizada e de que o local atende às condições de segurança necessárias para funcionar.
O responsável pela loja terá 15 dias para apresentar defesa sobre as irregularidades constatadas durante a fiscalização.
Mercado ilegal causa prejuízo bilionário
O comércio de produtos falsificados e outras atividades ilegais provocaram perdas estimadas em R$ 473,2 bilhões no Brasil em 2025, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O montante equivale a aproximadamente 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e inclui prejuízos da indústria e impactos relacionados à evasão fiscal.
Entre os setores mais afetados pelo contrabando, pela pirataria e pela falsificação, o de vestuário lidera o ranking, com perdas estimadas em R$ 87,3 bilhões. Em seguida aparecem as bebidas alcoólicas, com R$ 83,2 bilhões, e os combustíveis, com R$ 29 bilhões.