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Mais de 740 roupas falsificadas são apreendidas em loja no Rio

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 horas atrás

Mais de 740 roupas falsificadas são apreendidas em loja no Rio
Operação na Zona Oeste do Rio identificou irregularidades na documentação e na comprovação da procedência dos produtos - Foto: Reprodução

Uma loja de roupas em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foi interditada após uma fiscalização apreender 742 peças falsificadas, entre bermudas, camisas e casacos. A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo Procon-RJ, após uma denúncia feita pelo escritório que representa algumas das marcas reproduzidas ilegalmente. O nome do estabelecimento não foi informado pelas autoridades.

Durante a inspeção, os agentes constataram que o estabelecimento não apresentou alvará de funcionamento nem Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). A loja também não forneceu documentos que comprovassem a procedência das mercadorias ou permitissem identificar formalmente o estabelecimento.

As peças recolhidas imitavam produtos de grifes brasileiras e estrangeiras. Sem notas fiscais ou outros comprovantes de origem, fica mais difícil rastrear a cadeia de fornecedores, identificar os responsáveis pela comercialização e cobrar providências caso os consumidores enfrentem problemas com os produtos.

A falta da documentação exigida também impede a comprovação de que a atividade comercial está regularizada e de que o local atende às condições de segurança necessárias para funcionar.

O responsável pela loja terá 15 dias para apresentar defesa sobre as irregularidades constatadas durante a fiscalização.

Mercado ilegal causa prejuízo bilionário

O comércio de produtos falsificados e outras atividades ilegais provocaram perdas estimadas em R$ 473,2 bilhões no Brasil em 2025, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O montante equivale a aproximadamente 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e inclui prejuízos da indústria e impactos relacionados à evasão fiscal.

Entre os setores mais afetados pelo contrabando, pela pirataria e pela falsificação, o de vestuário lidera o ranking, com perdas estimadas em R$ 87,3 bilhões. Em seguida aparecem as bebidas alcoólicas, com R$ 83,2 bilhões, e os combustíveis, com R$ 29 bilhões.

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