A segunda noite de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na Região Central do Rio de Janeiro, foi acompanhada de reclamações de foliões que estiveram no Camarote Rio Praia. Clientes afirmam que enfrentaram superlotação, dificuldade de locomoção e problemas na utilização dos serviços oferecidos no espaço.
Segundo relatos publicados nas redes sociais, o ambiente teria operado com público acima do esperado, o que provocou aglomerações em áreas de circulação e acesso restrito a setores internos. Frequentadores disseram que, ao deixarem seus lugares para ir ao banheiro ou buscar serviços, tiveram dificuldade para retornar.
Vídeos compartilhados por convidados mostram corredores cheios e áreas congestionadas. Em uma das gravações, o
influenciador Marcos Reguete afirma que a situação estava “horrível” no momento em que tentava sair da área externa para o interior do camarote.
A artista Rihanna Riker afirmou ao ENFOCO que esta foi sua segunda experiência no local e relatou mudanças na estrutura. “É o meu segundo ano no Rio Praia, porém esse ano, pelo que vi, eles perderam espaço para um outro camarote. Alguns falaram que é da CBF, mas não tenho essa certeza. Esse nem aparece no mapa dos camarotes existentes”, disse.
Segundo ela, os ingressos foram adquiridos com antecedência. “Comprei através de um amigo que é camaroteiro para o sábado passado (Série Ouro) e para o sábado das Campeãs. Terminei de pagar as parcelas em janeiro, foram dez parcelas”, relatou.
Rihanna contou ainda que tentou buscar solução durante o evento. “Reclamei no dia, pedindo para liberar o espaço que era do VIP, e a segurança disse que não podia. Tentava achar alguém do marketing e ninguém estava presente.”
A artista também criticou a divisão de áreas dentro do camarote. “Os famosos e atrações da casa ficam em outro espaço super à vontade, parece um terraço. Lá ficou o Thiago Martins, que era a atração do dia, a Cariucha, que estava de convidada, entre outros. Enquanto isso, as pessoas ficaram sentadas nos corredores e escadas, muita humilhação”, afirmou.
Nas redes sociais, especialmente no X, usuários também relataram insatisfação com a experiência. “Deixando essa mensagem para qualquer um que pense em ir no Camarote Rio Praia: desista, é péssimo!”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “Camarote Rio Praia nunca mais, nem de graça, meus amigos”. Uma terceira publicação diz: “Foi a primeira vez na Sapucaí e comprei o Camarote Rio Praia para o dia 13 de fevereiro, mas a experiência foi tão ruim que é impossível recomendar. O camarote lotado, comida normal, pouco banheiro e muita escada”.
O que diz o Camarote Rio Praia
Em nota, o Camarote Rio Praia informou que, “ao longo de seus oito anos de operação, sempre trabalhou com um formato estrutural que privilegiava ampla circulação e setorização fluida do público”. Acrescentou ainda que, “na edição deste ano, em função de uma mudança estrutural ocorrida na fase final do projeto, foi necessária uma nova configuração do espaço, com setorização diferente das edições anteriores, o que impactou pontualmente a dinâmica de circulação interna”.
O comunicado também ressaltou que “a capacidade do camarote permanece comprovadamente dentro dos limites autorizados pelos órgãos competentes, com controle rigoroso de acessos”. Segundo a organização, “todos os serviços de buffet e open bar seguem sendo prestados normalmente, dentro do padrão de excelência do espaço”.
A nota diz ainda que, “para as próximas edições, o Camarote Rio Praia já trabalha no retorno ao seu formato estrutural tradicional, que historicamente garantiu maior fluidez e conforto ao público”, e que “a organização segue monitorando a operação em tempo real e realizando ajustes contínuos para aprimorar a experiência dos convidados”.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), responsável por autorizar a operação dos camarotes na Sapucaí, foi procurada pelo ENFOCO para comentar as reclamações e informar sobre eventual fiscalização, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.