Coletivos feministas de São Gonçalo farão, na tarde de sexta-feira (30), a partir das 16h30, um ato em frente ao Prédio do Relógio, no bairro do Alcântara, para chamar a atenção para a violência contra mulheres e meninas no município. A mobilização, batizada de “Mulheres Vivas”, reunirá integrantes de diferentes movimentos sociais e ativistas que defendem a ampliação de políticas públicas voltadas à proteção, à segurança e aos direitos da população feminina.
A iniciativa é do Fórum Popular de Mulheres de São Gonçalo, articulação que reúne entidades, coletivos e lideranças locais. Entre os grupos presentes estão Mulheres da Parada, coletivo Ela, Movimento de Mulheres de São Gonçalo, Mina Crespa, Coletiva Escritoras Vivas, Niyara (espaço de acolhimento e aprendizagem), Fórum de Mulheres Negras de São Gonçalo, Cidade no Feminino, Movimento Negro Unificado e Rede Mulher, além de educadoras, profissionais da saúde, defensoras de direitos humanos e ativistas independentes.
Segundo o Fórum, a intensificação das ações em 2026 ocorre em resposta ao aumento e à persistência de diferentes formas de violência no município, um dos mais populosos do estado do Rio de Janeiro. Casos de feminicídio, violência doméstica, violência sexual e violência obstétrica fazem parte de um cenário considerado crítico pelas organizadoras, que apontam a necessidade de respostas mais efetivas do poder público.
As participantes irão falar sobre como a falta ou a fragilidade de políticas de acolhimento, prevenção e proteção afeta de maneira mais intensa mulheres negras, periféricas e em situação de vulnerabilidade social. Para o Fórum, a ausência de uma rede estruturada de atendimento contribui para a manutenção da violência e dificulta o acesso a serviços básicos de saúde, assistência social e segurança.
Durante o ato, o grupo vai reforçar a cobrança por ações concretas que garantam proteção, atendimento humanizado e políticas públicas contínuas voltadas às mulheres. A mobilização, de caráter pacífico e aberta ao público, é descrita como um chamado coletivo para que as demandas das mulheres sejam incorporadas às prioridades da cidade.
Serviço
- Ato “Mulheres Vivas”
- Sexta-feira (30), a partir das 16h30
- Em frente ao Prédio do Relógio (Rua Yolanda Saad Abuzaid 150, Alcântara, São Gonçalo)