O corpo do piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, será sepultado no início da tarde desta segunda-feira (10), no Cemitério de São Gonçalo, no bairro Camarão. Ele morreu após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no sábado (8).
O acidente deixou quatro mortos. Além de Alessandro, morreram três turistas colombianas que pertenciam à mesma família, Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17.
O velório de Alessandro está previsto para ocorrer antes do sepultamento. O piloto tinha mais de duas décadas de experiência profissional.
As circunstâncias da queda ainda são investigadas pelas autoridades. A ocorrência está sob apuração da 19ª DP (Tijuca), que realizou a perícia no local do acidente. Segundo a Polícia Civil, os investigadores aguardam informações técnicas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
As três colombianas estavam no Brasil com outros três familiares para comemorar um aniversário de 15 anos. Como o helicóptero tinha capacidade para três passageiros por voo, o grupo precisou dividir o passeio. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram na primeira viagem. Os outros três parentes permaneceram no hangar aguardando o próximo voo.
Familiares das vítimas estiveram no Instituto Médico-Legal (IML) no domingo para acompanhar os procedimentos de identificação e liberação dos corpos. Uma advogada que representa a família colombiana acompanha os trâmites. O Consulado da Colômbia também disponibilizou uma intérprete para auxiliar os parentes durante os procedimentos.
A FAB informou que equipes do Cenipa prosseguem nesta segunda-feira (10) com a chamada Ação Inicial relacionada ao helicóptero de matrícula PP-MFS.
Nessa fase, os investigadores coletam e confirmam dados, analisam os danos provocados à aeronave e levantam informações que possam contribuir para esclarecer as circunstâncias do acidente.