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A família afirma já ter solicitado anteriormente a remoção da árvore no local, antes da tragédia/ Foto: Arquivo Enfoco

Uma árvore caiu na noite deste domingo (25) sobre uma residência localizada na Rua Porfírio Ernesto de Mendonça, no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo, deixando uma idosa ferida. No imóvel moram três pessoas, entre elas uma pessoa com deficiência visual.

O acidente destruiu parte da casa, e a família denuncia que o prazo para a remoção completa da árvore, que ainda permanece sobre a residência, é longo, mantendo o risco de uma nova tragédia.

Segundo Rafaelle Antunes, de 35 anos, prima da proprietária da casa, um dos pontos atingidos pela queda da árvore foi um dos quartos da residência, onde estava a dona do imóvel, Celi da Cruz Antunes, de 64 anos. Ela sofreu ferimentos leves pelo corpo e foi encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no bairro Fonseca, em Niterói. “Ela está com muitas dores, mas já recebeu alta e está em casa”, informou.

Felizmente, a filha da vítima, que é deficiente visual, não estava no local no momento do acidente.

Rafaelle relatou que a família já demonstrava preocupação com o risco de queda da árvore antes do incidente. Há alguns meses, eles chegaram a tentar realizar o corte, mas não conseguiram devido às burocracias envolvidas.

Dias depois, uma placa foi afixada na árvore alertando sobre o crime ambiental de corte sem autorização. A família não sabe informar qual órgão teria colocado o aviso, mas moradores da região afirmam que a placa teria sido instalada por um vizinho.

De acordo com Rafaelle, a família também buscou auxílio junto à Defesa Civil Municipal, porém sem sucesso.

“A Defesa Civil esteve no local e realizou uma inspeção. No início de janeiro, após muita insistência, foi aberto um novo protocolo, com a promessa de que alguém retornaria para resolver a situação, o que não aconteceu. Hoje, minha família poderia ter sido destruída por falta de competência das autoridades responsáveis”, desabafou.

Nesta segunda-feira (26), a árvore ainda permanece sobre parte do corredor da residência, e a remoção completa foi estimada para um prazo de três dias por parte do Corpo de Bombeiros, de acordo com os moradores.

“O Corpo de Bombeiros alegou que a remoção pode levar até três dias. Eles fizeram um corte inicial e saíram para o almoço, informando que se trata de um trabalho extenso, devido ao peso da árvore sobre a casa, à falta de maquinário adequado e ao alto risco da operação”, denunciou.

A família relata preocupação com o risco de um novo desabamento e destaca a urgência da remoção imediata da árvore. “Precisamos urgentemente que essa árvore seja removida, pois ela ainda está sobre a nossa residência e pode causar mais danos”, afirmou.

A Prefeitura de São Gonçalo foi procurada pelo ENFOCO e informou que a Defesa Civil esteve no local na primeira semana de janeiro, quando constatou que não havia risco iminente de queda, acionando as equipes da Secretaria de Meio Ambiente para a poda da árvore.

“A análise para a poda chegou a ser incluída na agenda de vistorias, respeitando a ordem das demandas já solicitadas anteriormente. A situação, no entanto, se agravou após o último temporal que atingiu a cidade”, explicou em nota.

A Prefeitura ainda destacou que “que eventos naturais de caráter extraordinário, como episódios de chuvas intensas e persistentes, podem alterar de forma significativa e imprevisível as condições de estabilidade de árvores, sobretudo em áreas urbanas, uma vez que fatores como saturação do solo, erosão e ventos fortes podem evoluir em curto espaço de tempo”, finaliza a nota.

O Corpo de Bombeiros também foi questionado sobre o prazo para a remoção da árvore e sobre a alegada falta de equipamentos, mas ainda não retornou aos contatos da reportagem.

Tayná Ferreira

Tayná Ferreira

Apaixonada pela comunicação e amante da Língua Brasileira de Sinais (Libras), também adora fotografia, boas conversas e filmes. LinkdIn: @taynaferreiraa