Skip to content

Região

Sob chuva, Bloco Dominó celebra 30 anos de história

Redação | Publicado em:

Imagem não disponível


D712A0E4 2EFD 4C25 AF8E 9593C5B90095
Foliões se reuniram sob tempestade. Foto: Eduarda Hillebrandt



Um dos mais tradicionais blocos de Carnaval de Niterói, o Bloco Dominó foi às ruas sob chuva forte nesta sexta-feira (21). Apesar do temporal, a organização manteve a festa especial preparada para esse ano: o bloco chegou a sua 30ª edição.



A concentração iniciou às 19h na Rua Geraldo Martins, paralela da Avenida Roberto Silveira entre Icaraí e Santa Rosa, na Zona Sul.



A bateria iria arrastar o público pelo quarteirão, mas a chuva mudou os planos. O bloco acabou parado na Geraldo Martins. A bateria segue no pique desde às 21h, conforme o horário previsto.



Na última edição, a chuva também não deu trégua, mas os foliões seguiram sambando no alagamento. Alguns foliões resolveram repetir a dose.



“Vim mesmo sabendo que iria chover, porque acho o bloco muito lindo” afirmou a estudante Maria Eduarda Marques, de 18 anos.



Antes, o trio com a rainha e rei momo partiria da Geraldo Martins, entre Cinco de Julho e Mariz e Barro. Entra na Roberto Silveira, sobe a Cinco de Julho em direção a Santa Rosa e volta para o ponto de concentração. Esse desfile foi cancelado, mas o bloco será parado.



A Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans) informou que o bloco conta com 20 agentes de trânsito, e interdições temporárias na região. A Polícia Militar e Guarda Municipal acompanha a multidão. Por conta da dispersão do público pelas chuvas, as autoridades e a organização não soube estimar o público.



Três décadas de folia



IMG 20200221 WA0095
Bloco reuniu foliões mesmo parado e sob chuva. Foto: Eduarda Hillebrandt



O Dominó desfila na sexta-feira de Carnaval desde 1990, na mesma via. A folia não se concentra na Geraldo Martins à toa. O projeto do bloco foi concebido em um bar que funcionava na esquina com a Cinco de Julho, três décadas atrás.



Era no reduto boêmio que um grupo de amigos, moradores da região, se reunia para partidas de dominó. A parceria de copo foi para o campo quando os fregueses resolveram formar um time amador de futebol.



Nas viagens para os torneios foram organizados os primeiros blocos, pois o grupo sentia falta de uma festa para abrir o Carnaval. 



O público, a princípio, eram as próprias famílias dos jogadores de futebol/dominó, mas a festa foi crescendo ao longo dos anos 90, alcançando uma média de público de 15 mil pessoas.



O bar da esquina fechou, mas outro bar tradicional da Geraldo Martins ainda é ponto de encontro dos fundadores. Uma sala ao lado do estabelecimento abriga os tambores da bateria.



Coordenada pelo mestre Wendel, a bateria do Dominó é formada por integrantes das escolas de samba de Viradouro, Cubango e Porto da Pedra.



Arthur Barbosa, de 75 anos, compõe a força-tarefa do bloco desde a fundação.



“O Dominó no início era um bloco familiar, começou a crescer em 96. Tinha uma bateria com 36 componentes e hoje temos 130 componentes” conta o fundador.



A maior festa foi em 2018, quando, segundo a organização, o Dominó levou 35 mil pessoas para a rua. No último ano, um pé d’água atingiu em cheio a concentração, mas a bateria não cessou.



O Dominó divide o posto de bloco mais tradicional da cidade com a Banda do Ingá, que fez seu 46ª desfile no último domingo.


Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Médica vira ré por morte de paciente após lipoescultura em São Gonçalo
Segurança Pública

Médica vira ré por morte de paciente após lipoescultura em São Gonçalo

Gerente de mercado vai parar na delegacia após ação do Procon no Rio
Interior

Gerente de supermercado vai parar na delegacia após ação do Procon no Rio

Segurança Pública

Major do Exército é baleado na barriga após entrar por engano em rua com barricada

Polícia fecha o cerco, captura três acusados de tráfico e apreende um fuzil na Vila Ipiranga, em Niterói
Segurança Pública

Polícia fecha o cerco, captura três acusados de tráfico e apreende um fuzil na Vila Ipiranga, em Niterói