Após meses de buscas, agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prenderam, nesta quinta-feira (26), um homem apontado como responsável por executar o vereador de Magé, na Baixada Fluminense, Silmar Braga de Souza. A prisão ocorreu em Bento Ribeiro, na Zona Norte da capital, onde o suspeito estava escondido.
A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que cumpriram mandado de prisão preventiva por homicídio. Segundo a especializada, o investigado foi localizado após cruzamento de dados, monitoramento e diligências de campo que permitiram identificar o imóvel utilizado como esconderijo.
De acordo com os agentes, a captura representa um desdobramento direto das provas reunidas ao longo do inquérito, que já haviam embasado pedidos de prisão cautelar contra os envolvidos, deferidos pela Justiça.
Morte do vereador
O crime aconteceu em 20 de janeiro de 2025, no bairro Jardim Nova Marília, em Magé, na Baixada Fluminense. O vereador foi atacado a tiros pela manhã.
Segundo informações da prefeitura à época, ele chegou a ser socorrido e deu entrada no Hospital Municipal de Magé às 9h45, em estado gravíssimo. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, a morte foi confirmada às 10h25. O município decretou luto oficial de três dias.

Investigação encerrada
Após cerca de um ano de apurações, a Polícia Civil concluiu que o homicídio foi planejado e executado com antecedência. As investigações indicaram a participação de um mandante e de um autor dos disparos.
De acordo com a DHBF, o vereador foi atraído para uma emboscada. O atirador se aproximou em uma motocicleta e efetuou os disparos. Durante o inquérito, foram analisadas imagens, registros telefônicos e outros dados técnicos que sustentaram a identificação dos envolvidos.
Com base nas provas, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva dos dois principais investigados. O apontado como mandante já havia sido detido anteriormente. A prisão realizada nesta quinta-feira atinge o suspeito de executar o crime, considerado peça central na dinâmica do assassinato.