Skip to content

Segurança Pública

‘Aliviado’, diz entregador sobre defensora condenada em Niterói

Redação | Publicado em:

Péricles Cutrim



O entregador Eduardo Peçanha Marques, de 33 anos, um dos dois de ter sido xingado de ”macaco” pela defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo diz se sentir aliviado com a decisão do juiz Guilherme Rodrigues de Andrade, da 3ª Vara Cível de São Gonçalo que determinou que ela tenha que pagar uma indenização de R$ 40 mil às vítimas, sendo 50% do valor para cada. Ele afirmou que o processo foi longo, mas ele está feliz com a decisão da Justiça.

“Foi ontem que o nosso advogado Joab Gama mandou o documento com a decisão para a gente. Estávamos trabalhando quando recebemos. Apesar da demora para a resolução do processo, me sinto muito aliviado com a decisão”, revelou Eduardo. 

Leia +; Racismo em Niterói: defensora é condenada a pagar-indenização

Além dele, o outr



o entregador envolvido no caso foi Jonathas Souza Mendonça. Os passaram pela situação em maio de 2022.

“Hoje, trabalhamos em outra área, por diversos fatores, mas esse episódio claramente piorou a situação e incentivou nossa mudança. Hoje, sou motorista de aplicativo, e ele (Jonathas) é segurança. Depois da decisão, nos falamos por WhatsApp. Ela ainda pode recorrer, mas para nós dois é importantíssimo vencer essa ‘primeira batalha”’, disse o homem de 33 anos.

Eduardo contou ainda que para ele sempre foi muito importante ir até o fim dessa história.




A decisão

A decisão da indenização foi proferida no dia 19 de dezembro do ano passado pelo juiz Guilherme Rodrigues de Andrade, da 3ª Vara Cível de São Gonçalo e cabe recurso.

Segundo o documento, não há dúvidas da veracidade dos fatos narrados pelos entregadores.

“Com efeito, analisando-se minuciosamente os autos, não restam dúvidas quanto à veracidade dos fatos narrados pelos autores, sendo certo que foi juntado aos autos o link de vídeo do exato momento em que a ré grita a palavra macaco na direção dos autores”, diz o juíz.

O fato do ato ter sido cometido por uma defensora pública também pesou na decisão.

“Ademais, o ilícito foi praticado por pessoa que atuou durante anos como Defensora Pública, profissional que deveria empregar todos os esforços no combate à prática discriminatória. Para efeitos da quantificação da indenização devem ser observados dois critérios: o primeiro, traduzido na tentativa de substituição da dor e do sofrimento por uma compensação financeira; o segundo, em uma sanção com caráter educativo, para estabelecer um temor, e por isso trazer uma maior responsabilidade ao causador do dano. Sendo assim, baseado em um juízo de proporcionalidade, entendo razoável a fixação do valor de R$ 40.000 (quarenta mil reais), sendo R$ 20.000 (vinte mil reais) para cada autor, a título de compensação por danos morais”, descreve a decisão.

Procurada, a defesa de Cláudio Alvarim Barrozo, representada pelo advogado Marcello Ramalho, disse que a “condenação se deu na esfera cível e que, na verdade, embora as instâncias sejam independentes, essa questão pode ser mitigada quando no processo criminal estiver comprovado a inexistência material do fato ou negativa de autoria. São estas questões que iremos demonstrar na esfera criminal”.

O caso 

O caso aconteceu no dia 30 de abril de 2022, em um condomínio de luxo em Itaipu, na Região Oceânica. O conflito iniciou após um motorista da van estacionar o carro na frente da garagem da acusada. Ela não teria permitido a parada do veículo – apesar de ter sido uma das clientes que recebeu a entrega.

Vídeo gravado por uma das vítimas registrou o momento em que ela chama um rapaz de ”macaco”, após discussão.

O advogado Joab Gama explicou que seus clientes realizaram o serviço em diferentes casas do condomínio. E que o ajudante, por exemplo, ficou responsável por deixar um produto na residência da acusada. Já o motorista entregou o material em uma casa vizinha.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

União de Maricá, quadra
Entretenimento

União de Maricá abre as portas da quadra para ensaio de olho no Carnaval de 2027

Acusado de matar companheiro em banheira de motel por seguro de R$ 10 milhões é preso em São Paulo
Brasil & Mundo

Acusado de matar companheiro em banheira de motel por seguro de R$ 10 milhões é preso em São Paulo

Flamengo versus Estudientes
Esportes

Flamengo tem protesto negado e Estudiantes é confirmado na final da Libertadores

Engenhão pode ser declarado patrimônio cultural, turístico e imaterial do Rio
Rio

Engenhão pode ser declarado patrimônio cultural, turístico e imaterial do Rio