O Estádio Olímpico Nilton Santos, conhecido como Engenhão e casa do Botafogo, poderá receber o título de Patrimônio Cultural, Turístico e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. O projeto de lei que prevê o reconhecimento foi aprovado em segunda discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (28), e agora será encaminhado ao governo estadual para sanção ou veto.
De autoria da deputada Verônica Lima (PT), o Projeto de Lei 2.287/23 busca formalizar o reconhecimento da importância do estádio para o esporte e a história do Rio. Após o envio do texto, o governador terá até 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta a proposta.
Inaugurado em junho de 2007, o estádio passou a ser a casa do Botafogo em agosto daquele ano, depois que o clube venceu a licitação promovida pela Prefeitura do Rio. Desde então, o espaço se consolidou como uma das principais estruturas esportivas da cidade.
A denominação Estádio Olímpico Nilton Santos também carrega uma homenagem a um dos maiores nomes do futebol brasileiro. Em 2000, o ex-jogador foi eleito pela Fifa como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos. O nome substituiu a referência popular ao Engenhão e reforçou a ligação do espaço com a trajetória histórica do esporte nacional.
Com capacidade para 46 mil pessoas, o estádio não recebe apenas partidas de futebol. A estrutura também permite a realização de competições de outras modalidades, incluindo provas de atletismo. Em 2016, o local teve papel de destaque nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao sediar disputas de atletismo e futebol.
Na justificativa do projeto, Verônica Lima ressalta o valor histórico, esportivo e cultural do equipamento para a população fluminense. Segundo a parlamentar, a proposta pretende valorizar a relevância do estádio também como espaço de interesse turístico.
“O reconhecimento tem como objetivo valorizar a relevância cultural, turística e esportiva do espaço para a população fluminense”, concluiu a deputada.