Uma operação da Polícia Militar revelou um esquema de tráfico interestadual que usava São Gonçalo como base para produzir e enviar maconha para Minas Gerais. A ação no Jardim Catarina terminou com a prisão de dois foragidos da Justiça mineira: um procurado por homicídio e outro por tráfico de drogas, além da apreensão de cerca de 200 quilos da droga e uma estufa de cultivo.
O comandante do 7º BPM, tenente-coronel Bruno Schorcht, contou ao ENFOCO que a prisão foi resultado de uma semana de monitoramento feito pelo setor de inteligência da unidade. Segundo ele, os policiais conseguiram identificar a movimentação dos suspeitos antes de realizar a abordagem.
“Nossas equipes vêm trabalhando dados de inteligência há aproximadamente uma semana que davam conta de dois criminosos que estavam atuando no Jardim Catarina. Ontem decidimos operacionalizar essas informações e conseguimos capturar esses dois criminosos. Houve uma breve tentativa de fuga, mas eles foram prontamente capturados”, afirmou.
De acordo com o comandante, após a captura da dupla, os agentes chegaram ao imóvel onde a droga era armazenada e encontraram uma estrutura montada para o cultivo e processamento da maconha.
“A partir de então conduzimos a nossa equipe até o local onde estava guardada toda essa droga. E, para nossa surpresa, foi encontrada também uma estufa que estava cultivando essa droga. Foi dada voz de prisão. Os dois tinham mandados de prisão na comarca de Juiz de Fora, Minas Gerais. Um por homicídio e o outro por tráfico de drogas”, completou Schorcht.

Segundo a Polícia Militar, a estrutura encontrada no Jardim Catarina era usada para todas as etapas da produção da droga, como cultivo, secagem e prensagem. Após o preparo, o entorpecente seria levado para Minas Gerais para abastecer integrantes do Comando Vermelho.
Além da apreensão de aproximadamente 200 quilos de maconha em tabletes, os policiais também confiscaram equipamentos utilizados no cultivo e processamento da droga, reforçando a suspeita de que o imóvel funcionava como um centro de produção.
A operação foi realizada por equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM. As investigações da 74ª (Alcântara) continuam para identificar outros envolvidos e descobrir há quanto tempo o esquema funcionava entre os dois estados.