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Um grupo de 17 pessoas, entre elas o filho do vereador de Maricá Frank Costa (Avante), foi preso na manhã desta terça-feira (22) durante a operação nomeada de Carga Pesada, em Maricá. As investigações apontaram que o filho do político era um dos mais violentos.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação é cumprir 11 mandados de prisão e um de apreensão. Até ás 12hs, nove mandados foram cumpridos, entre eles alguns dos alvos já estavam presos no sistema carcerário, outras sete pessoas, entre elas duas mulheres, foram presas em flagrante dentro de um apartamento do conjunto habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, de Inoã, em Maricá. Uma grande quantidade de drogas foi apreendida dentro do imóvel.
“Ele atuou no cativeiro durante os cinco dias que as vítima ficaram presas em cárcere. Ele ficava responsável por vigiar as vítimas, e foi apontado pelas próprias vítimas como um dos homens que mais realizavam as torturas. Ele agredia as vítimas com coronhada e simulava dar tiros no estilo roleta russa”
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Ainda de acordo com a Polícia Civil, um cão policial, de 11 anos, farejou as drogas dentro do apartamento onde o grupo estava, e também em um veículo modelo, prisma, de cor prata. Três máquinas de jogos de azar também foram apreendidas. O material foi levado para a sede da 82ª DP, e passará por perícia.
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Ao chegar na delegacia uma das presas sorriu para os fotógrafos e cinegrafistas que registravam a ação.
Investigação
O delegado titular Luiz Henrique informou que as vítimas eram atraídas pelos criminosos através de de um aplicativo de entregas
“Eles atraiam as vítimas através e aplicativos de contratar fretes. Os caminhoneiros iam até o local solicitado achavam que era um serviço pago, só que eles eram sequestrados e mantidos em cativeiro durante cinco dias e nesse período eram torturadas psicologicamente. As vítimas permaneciam com o grupo até que o caminhão conseguisse chegar em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Os caminhões eram passados para Paraguai. Eles só liberavam s vítimas quando tinham certeza que o caminhão atingiu o destino final”, disse.
Segundo as investigações, os criminosos chegavam a intimidar os familiares das vítimas para que eles não procurassem a polícia.
“Eles pegavam os celulares da vítimas e levantavam o nome de parentes, que eram intimidados”, contou.
Ainda segundo as investigações, a ação contava com apoio de criminosos do Salgueiro, em São Gonçalo.
“A quadrilha recebia ordens de marginais superiores, entre eles haviam criminosos do Salgueiro, que articulam esse tipo de crime. O destino final das drogas era a própria comunidade do Salgueiro. A comunidade do Salgueiro abastece as grandes comunidade da Região dos Lagos, como Rio Bonito e outras regiões”, contou.
Durante as investigações agentes da 82ª DP tiveram acesso a imagens que registraram criminosos armados com fuzis camuflados em uma comunidade da região.
“Nós conseguimos chegar até está comunidade. São toneladas de drogas que são trazidas aqui para o Rio de Janeiro. Nós acreditamos que todo esse armamento e drogas trazidos dessa forma se tornou o meio mas comum para a quadrilha”, contou Sérgio Luís Pereira, do Ministério Público.
A operação que começou nas primeiras horas da manhã continua e não tem hora para acabar.