O Ministério Público do Rio obteve, durante audiência realizada no último sábado (18), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do funcionário do Banco do Brasil, investigado pelos crimes de acesso ilegal a sistemas informatizados, tentativa de furto mediante fraude e integração em organização criminosa.
Conforme apontado pelas investigações, o acusado atuava como funcionário do banco e teria utilizado credenciais corporativas para acessar, sem autorização, sistemas internos da instituição financeira. A apuração indica que o investigado extraiu dados sigilosos de correntistas — como nome, CPF, telefone, saldo bancário e limite do Pix — e transferiu as informações para um servidor externo controlado por uma organização criminosa voltada a fraudes bancárias.
Mais de 1 milhão em prejuízos
Relatórios técnicos acostados ao processo apontam que a conduta atingiu 4.105 registros de 2.898 contas bancárias, vinculadas a 585 agências distribuídas pelo território nacional. O montante dos prejuízos causados aos clientes foi estimado em aproximadamente R$ 1,43 milhão.
Na audiência de custódia, o MP fundamentou o pedido de prisão preventiva na gravidade concreta dos atos, na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e no risco de reiteração delitiva, fundamentado em indícios da participação do acusado em uma estrutura criminosa organizada.
Ao deferir a prisão preventiva, o Juízo ressaltou na decisão que o investigado se valeu do cargo de confiança ocupado há mais de 20 anos na instituição financeira para transmitir informações confidenciais. O magistrado destacou ainda a sofisticação do esquema e a dimensão financeira dos danos causados.