Há cerca de duas semanas, alunos do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Municipalizado 414 Tarso de Castro, em Ipiíba, São Gonçalo, estão sem aulas devido à falta de energia elétrica provocada pelo furto de cabos da unidade.
Enquanto aguardam a normalização do serviço, pais e responsáveis relatam dificuldades para conciliar a rotina familiar e preocupação com os impactos na aprendizagem das crianças.
Entre os relatos está o da dona de casa Patrícia Alexandre Lagoa, de 34 anos, mãe de cinco filhos, dois deles diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo ela, a interrupção das atividades escolares tem provocado mudanças no comportamento das crianças.
“Está sendo bem difícil. Um dos meus filhos, que tem autismo, está dando crise nervosa. Eles já têm costume de ir para a escola, mas como só estão ficando em casa, não têm aquela rotina. Eu faço atividades com eles, mas não é a mesma coisa. Eles precisam da rotina escolar”, afirmou.
Furto recorrente
De acordo com os responsáveis, esta não é a primeira vez que o Ciep é alvo de criminosos. Eles afirmam que o furto de cabos já ocorreu anteriormente, levantando preocupação com a vulnerabilidade da unidade de ensino e a repetição desse tipo de crime.
Além dos prejuízos causados pela suspensão das aulas, os pais dizem sentir insegurança diante da falta de policiamento ostensivo na região. Segundo eles, não há presença frequente de viaturas da Polícia Militar nas proximidades da escola.
O que diz a Prefeitura
Por meio de nota, a Secretaria de Educação da Prefeitura de São Gonçalo informa que, por conta da extensão do dano causado pelo furto de cabos, o reparo será concluído na próxima semana. ‘O conteúdo pedagógico será reposto assim que a energia for restabelecida. O Ciep conta com 370 alunos’, afirmou.
O que diz a PM
Procurada, a Polícia Militar informou que, de acordo com o comando do 7º BPM (Alcântara), ‘o batalhão intensificou o policiamento na região, assim como as abordagens e revistas’.
Segundo a PM, na maioria dos casos, os crimes desta natureza são cometidos por cidadãos em situação de vulnerabilidade nas ruas, sob dependência química e com alto índice de reincidência, num conjunto de fatores que transcende a atuação única e exclusiva da Polícia Militar.
A PM reforça que segue atuando de forma permanente para reduzir os índices de criminalidade e destaca a importância da colaboração da sociedade por meio do acionamento das equipes via Central 190 e do registro das ocorrências em delegacias.