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A quadrilha de golpistas de Niterói, controlada por
familiares, expandiu suas ações criminosas para o estado da Bahia, fazendo
milhares de vítimas. A movimentação do bando chegou a ser avaliada em mais de
R$ 1 milhão. Uma aposentada de 80 anos, internada
em estado grave, e tia de um dos suspeitos, era usada como ‘laranja’ em uma das
empresas. O bando foi desarticulado na manhã desta segunda-feira (7) na operação Stop Loss.
“Pelo menos quatro empresas foram identificadas, uma
delas no Centro de Niterói. A ousadia chega tanto que um dos acusados
abriu a empresa no nome da tia, que inclusive tem problemas mentais. Eles
usaram o termo no amor ou na dor, pois no amor as vítimas eram enganadas, e na
dor elas não eram enganadas”, disse o delegado titular Luiz Henrique, da
76ª DP.
Ainda segundo o delegado, pai e filho, colocavam a empresa
no nome de laranjas.
“Eles são os organizadores do esquema, não
figuram nos contratos sociais justamente para permanecer escondido, mas de fato são os donos das empresas”, contou.
Foram seis meses de investigações, os golpistas abriram as
empresas somente para realizar golpes. Eles atuavam apenas em Niterói, mas decidiram expandir o negócio criminoso para o estado da Bahia, onde
fizeram novas vítimas.
“Oferecem investimento com promessa de lucro de 10%, mas com o tempo as vítimas descobrem que é um golpe. Os alvos
eram aposentados e servidores públicos”, disse Luiz Henrique.
Prisões
Até as 9h30, dos sete mandados de prisões, quatro
foram cumpridos. Na casa de um dos alvos, os agentes encontraram uma
coleção e veículos importados. Cinco mandados de busca e apreensão foram
expedidos.
A operação ainda está em andamento. Segundo o delegado, o
próximo passo é concluir o inquérito e encaminhar à Justiça.