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Segurança Pública

Guerra de arma de gel causa pânico na Zona Norte do Rio; vídeo

Redação | Publicado em:

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Uma guerra entre jovens portando armas de gel gerou um tumulto na rua Estremadura, em Vista Alegre, Zona Norte do Rio, na noite desta quinta-feira (5). Não houve registro de feridos, prisão ou apreensão.

Segundo relatos, motoristas que passavam pela via, assim como moradores da região, temiam se tratar de um arrastão, quando na verdade era apenas uma “brincadeira”.

Policiais militares do 41° BPM (Irajá) foram acionados por populares sobre uma reunião de jovens, portando as chamadas arminhas de gel.



De acordo com o comando da unidade, os agentes foram comunicados sobre a presença do grupo em uma das praças da região.

Em nota enviada ao ENFOCO, a Polícia Militar esclarece que “de imediato, os policiais foram até o local e orientaram os menores sobre os riscos de portar esse tipo de brinquedo em via pública”. Por fim, ressaltou que a prática narrada “não configura crime”.

Polêmica

Nos últimos meses, virou assunto a prática de armas de gel em cidades do Rio de Janeiro, como em São Gonçalo, na Região Metropolitana. No entanto, muitas pessoas começaram a se perguntar: é crime ou não?

Em reportagem publicada pelo ENFOCO, em setembro deste ano, o advogado criminalista Luiz Henrique Gomes explicou que a comercialização das armas de gel não configura como crime na lei, principalmente por falta de previsão legal na Constituição no que se refere a porte e posse de arma.

“O que está na lei são alguns crimes como comprar, importar, fabricar simulacros. No entanto, simulacro não quer dizer arma de brinquedo. Qualquer interpretação que seja dada à lei ou um artigo que fala dessa parte de simulacro e brinquedo, isso foi revogado. Caso tenha essa interpretação, ela é inconstitucional. Por isso, usar arma de gel não se configura crime”, pontuou.

Modelos

Atualmente, com uma variedade impressionante de modelos, tamanhos e designs, esses equipamentos têm conquistado o mercado de vendas, proporcionando uma nova forma de “diversão perigosa”. Lojas estão se multiplicando, oferecendo desde pistolas e rifles até acessórios personalizados, atraindo a atenção de uma nova geração que busca diversão e adrenalina.

Diversas dessas armas estão sendo vendidas através das redes sociais. Os modelos se parecem com fuzis, pistola e até sniper com miras. Algumas delas são coloridas, com desenhos, dependendo do gosto do cliente. Lojas especializadas já estão comercializando as armas falsas e os objetos relacionados a esse jogo.

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