Câmeras de segurança flagraram o momento em que a capivara agredida na madrugada de sábado (21), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, foi perseguida, cercada e espancada por um grupo de oito homens. Mesmo após os ataques, o animal sobreviveu e, ao longo da madrugada deste domingo (22), apresentou sinais de melhora, segundo a equipe veterinária responsável pelo atendimento.
Internada no Núcleo Veterinário de Vargem Grande, a capivara (um macho adulto de cerca de 64 kg) passou a noite sob cuidados intensivos. De acordo com o veterinário Jeferson Pires, o animal respondeu aos primeiros atendimentos e teve evolução considerada positiva nas primeiras horas após o resgate.
O quadro, no entanto, ainda é delicado. A capivara sofreu traumatismo craniano, apresentou inchaços na cabeça, sangramento pelo nariz e sinais neurológicos. Mesmo ferida, reagia ao toque, o que exigiu sedação para a realização dos procedimentos.
Na manhã deste domingo (22), o cenário trouxe um alívio parcial: o animal já conseguia se manter de pé, mais atento e reagindo à presença da equipe. Apesar disso, os profissionais reforçam que o risco não está descartado e que o estado de saúde ainda inspira cuidados.
Agressão a capivara
O ataque aconteceu na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara. Câmeras de segurança registraram o momento em que a capivara caminhava sozinha pela rua, por volta de 1h19, quando passou a ser seguida por oito homens.
Nas imagens, alguns deles aparecem com pedaços de madeira nas mãos. O animal tenta escapar, mas acaba cercado e agredido repetidas vezes. Em meio aos golpes, ainda consegue correr por alguns metros, até cair.
Após a agressão, o grupo deixa o local. Moradores relataram a situação e o animal foi localizado ferido pouco tempo depois.
O resgate foi feito pela ONG Garras da Lei, que encaminhou a capivara para atendimento especializado.
Identificados
Ainda no sábado, seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos por suspeita de participação no ataque. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos foram localizados na comunidade do Guarabu por agentes da 37ª DP (Ilha do Governador), após identificação com base nas imagens e em relatos de moradores.

Os adultos foram autuados e permaneceram presos. Já os menores foram encaminhados ao Degase.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) informou que as investigações seguem para responsabilizar todos os envolvidos.