Um jogador da Portuguesa-RJ foi conduzido à delegacia para prestar depoimento na manhã desta segunda-feira (6), durante a terceira fase da Operação VAR, da Polícia Civil. A ação investiga um esquema de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Carioca e de lavagem de dinheiro.
Coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon), a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na Maré, na Zona Norte da capital, e na sede do Nova Iguaçu Futebol Clube, na Baixada Fluminense.
A investigação teve início em 2024, após uma denúncia apresentada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que apontou indícios de irregularidades em diversas partidas. Um segundo jogador também é investigado no mesmo inquérito, mas não foi localizado pelos policiais. A identidade dos atletas não foi divulgada.
Segundo a Polícia Civil, o jogador da Portuguesa-RJ, que não teve a identidade divulgada, é suspeito de ter recebido, de forma intencional, um cartão amarelo durante a partida entre Portuguesa e Nova Iguaçu, disputada em fevereiro deste ano, no Estádio Luso-Brasileiro, pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Carioca de 2026. A suspeita é de que a advertência tenha sido previamente combinada para beneficiar apostadores em plataformas de apostas esportivas.
Na ocasião, a Portuguesa venceu o Nova Iguaçu por 1 a 0.
De acordo com os investigadores, o caso faz parte de um possível esquema de manipulação de eventos específicos dentro das partidas, prática conhecida no mercado de apostas como “microapostas“. Nessa modalidade, os apostadores lucram com ocorrências pontuais do jogo, como cartões amarelos, faltas, escanteios e outras ações específicas, independentemente do resultado final da partida.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam materiais que passarão por análise pericial para identificar a participação dos investigados e verificar a existência de outros integrantes do esquema criminoso.
As investigações prosseguem sob responsabilidade da Decon, que busca identificar todos os envolvidos, esclarecer a atuação de cada participante e reunir novas provas que possam subsidiar a responsabilização criminal dos suspeitos.