A Justiça do Rio de Janeiro manteve preso o motociclista investigado por atropelar e matar um pedestre durante uma tentativa de fuga da Polícia Militar, em Cosmos, na Zona Oeste da capital. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (22), após manifestação favorável do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O caso agora seguirá para o juízo responsável pela ação penal.
A decisão foi tomada com base nos elementos reunidos durante a investigação inicial. Segundo o Ministério Público, há indícios suficientes da prática de diversos crimes atribuídos ao investigado, entre eles homicídio, desobediência, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e condução de veículo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A promotoria também destacou que a materialidade dos fatos está respaldada por depoimentos de testemunhas, registros fotográficos, laudos periciais, documentos médicos relacionados ao atendimento da vítima e demais provas colhidas durante a prisão em flagrante.
De acordo com o processo, Marcos Vinicios de Brito Marques conduzia uma motocicleta sem placa de identificação. Ele também não possuía habilitação e transportava uma passageira, sendo que ambos estavam sem capacete.
Ao receber ordem de parada de policiais militares, o motociclista teria desobedecido à determinação e iniciado uma fuga pelas ruas de Cosmos. Durante a perseguição, atingiu Ronaldo José Araújo, de 59 anos.
A vítima sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local, transformando a ocorrência em um caso de grande repercussão na região.
Ainda segundo o Ministério Público, os policiais encontraram com o investigado um frasco contendo cloreto de metileno, substância popularmente conhecida como “loló”. O material foi apreendido e integra o conjunto de provas encaminhadas às autoridades responsáveis pelo caso.