A Polícia Civil investiga uma denúncia de assédio contra uma menina de apenas 4 anos, no bairro Engenho do Mato, na Região Oceânica de Niterói. O suspeito de 55 anos era vizinho da menor.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Itaipu (81ª DP) após a mãe da criança relatar comportamentos, segundo ela, considerados suspeitos por parte do homem, que morava ao lado da residência. Ainda segundo o relato da mulher, os fatos teriam ocorrido no último dia 9.
De acordo com a denunciante, o vizinho, na época, costumava observar com frequência o quintal da residência por cima do muro que separa os imóveis. Inicialmente, a situação não despertou preocupação. No entanto, a mãe afirma que passou a desconfiar do comportamento do homem após encontrar a filha em uma circunstância considerada incomum enquanto brincava no quintal.
Segundo o relato, a criança estava com o short abaixado enquanto o suspeito a observava por cima muro. A partir desse episódio, a mãe decidiu observar mais atentamente a rotina ao redor da residência e buscar elementos que pudessem esclarecer o que estava acontecendo.
Ela afirma ter conseguido gravar um áudio que, na sua avaliação, reforça as suspeitas levantadas contra o ex-vizinho. O material foi posteriormente apresentado à polícia para análise.
A mulher contou que o investigado morava ao lado de sua casa há aproximadamente um ano. Durante esse período, segundo ela, existia uma relação de amizade e convivência cordial entre as famílias. Por causa dessa proximidade, a denunciante afirmou ter ficado surpresa com a situação.
Caso de polícia
A mãe informou que na delegacia teria recebido a informação de que, após levantamentos realizados, o suspeito já havia sido condenado anteriormente e que atualmente estaria cumprindo pena em regime aberto pelo mesmo tipo de crime ocorrido por outra criança da mesma idade.
Ainda de acordo com a ela, o vizinho foi ouvido pela polícia e após prestar depoimento, foi liberado.
A equipe de reportagem do ENFOCO esteve na casa do homem acusado pela vizinha, porém, ele não foi encontrado. Segundo moradores, ele teria deixado o imóvel nos últimos dias.
Procurada, a Polícia Civil não confirmou as afirmativas da denunciante, limitando-se a dizer apenas que o caso está sob sigilo.