O major do Exército Brasileiro, Rafael Martins de Oliveira, suspeito de ter planejado um golpe de estado e as mortes do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, foi preso nesta terça (19), em sua residência em Niterói. O militar já estava afastado das funções, utilizando tornozeleira eletrônica.
O uso do equipamento justifica-se por determinação da Justiça, pois Rafael já tinha sido preso este ano, durante a “Operação Veritas”, que está investigando a participação e influência de agentes militares nos atos realizados em 8 de janeiro, em Brasília
Além dele, também foram detidos mais quatro acusados, são eles o tenente-coronel, Hélio Ferreira de Lima, o general de brigada e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mario Fernandes, o major do Comando de Operações de Goiânia, Rodrigo Bezerra de Azevedo, e o policial federal, Wladimir Matos Soares.
Em nota, o Exército Brasileiro confirmou as prisões, informando que os militares da ativa não se encontravam participando da Operação de GLO na Cúpula do G20, mas que não se manifesta quanto a processos em andamento. Leia abaixo:
“O General Mário Fernandes e o Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima encontravam-se no Rio de Janeiro para participar de cerimônias de conclusão de cursos de familiares e amigos. Além deles, o Tenente-Coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo deslocou-se para a guarnição, a serviço, para participar de outras atividades e não fez parte do efetivo empregado na operação de GLO.
O Tenente-Coronel Rafael Martins De Oliveira já se encontrava afastado do serviço por medidas cautelares determinadas pela justiça.
Este Centro informa, ainda, que a Força não se manifesta sobre processos em curso, conduzidos por outros órgãos, procedimento que tem pautado a relação de respeito do Exército Brasileiro com as demais instituições da República”.
O caso
A “Operação Contragolpe” foi instaurada para investigar uma tentativa de golpe de Estado planejada pelos militares após as eleições presidenciais de 2022. A investigação apontou que os militares utilizaram conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilegais nos meses de novembro e dezembro de 2022.
Entre essas ações, foi identificado um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, a acontecer em 15 de dezembro de 2022, para matar o Presidente e Vice-Presidência da República eleitos naquela ocasião.