A dor da perda e a falta de respostas marcaram o apelo feito pela mãe do motorista de ônibus Alexandre Monteiro, de 51 anos, assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira (6), no bairro Boaçú, em São Gonçalo. Abalada, ela pede que as autoridades esclareçam o crime que interrompeu a vida de um homem descrito como trabalhador, pai dedicado e solidário.
Alexandre seguia para o trabalho, nas proximidades da Viação Mauá, onde atuava há mais de duas décadas, quando foi surpreendido pelos criminosos. Para a mãe, que preferiu não se identificar, não há qualquer explicação para a violência sofrida pelo filho.
“Ele não fazia mal a ninguém. Era um homem de casa, trabalhador, sempre disposto a ajudar o próximo. A gente só quer entender por que fizeram isso com ele”, desabafou.
Segundo ela, Alexandre enfrentou perdas nos últimos anos. Viúvo, ele perdeu a esposa durante a pandemia da Covid-19 e passou a cuidar do filho, hoje com 4 anos, com apoio da família. Além disso, também deixou uma filha adulta, de 22 anos.
“Meu filho tinha um coração enorme. Sempre ajudou as pessoas, ajudava idosos, se preocupava com todo mundo. Não era justo terminar assim”, afirmou a mãe, emocionada.
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga o caso.
A Semove – Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que “lamenta profundamente o ocorrido com o motorista da Viação Mauá”.
A empresa acrescenta que está prestando todo o suporte necessário à família da vítima e colabora integralmente com as autoridades competentes na investigação do caso, tendo iniciado imediatamente uma apuração interna.
“A Federação reafirma o compromisso das empresas de auxiliar o trabalho policial e lembra que a população pode ajudar com informações através do Disque Denúncia (2253-1177)”, finaliza.