Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), deflagraram, nesta quarta-feira (24), uma operação contra dois suspeitos apontados como integrantes de uma narcomilícia com atuação em comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, como Rio das Pedras, Catiri e Catonho.
A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados suspeitos de participação em um esquema de cobrança de taxas ilegais, além da coordenação de ações armadas voltadas à expansão territorial do grupo criminoso.
Um dos alvos foi localizado e preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, após ficar escondido para evitar a ação policial.
Segundo as investigações, os dois presos exerciam funções estratégicas dentro da organização criminosa, atuando diretamente na articulação de ofensivas armadas e na disputa por territórios controlados por grupos rivais.
De acordo com a Polícia Civil, ambos eram conhecidos como “puxadores de guerra”, responsáveis por coordenar confrontos, invasões de áreas dominadas por facções rivais e manutenção do domínio territorial da narcomilícia.
O suspeito preso em Rio das Ostras é apontado como integrante do braço armado do grupo, com atuação direta na mobilização de criminosos para confrontos em áreas estratégicas.
As investigações também indicam que a narcomilícia mantinha uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), com o objetivo de ampliar o poder bélico e avançar sobre territórios disputados com o Comando Vermelho.
O segundo alvo já havia sido preso anteriormente em abril de 2026, na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói. Na ocasião, ele foi encontrado com arma de fogo e uma granada, durante uma ação policial que interrompeu uma ofensiva contra grupos rivais.
Segundo a polícia, ele estaria acompanhado de criminosos ligados ao TCP oriundos do Complexo da Maré, reforçando a articulação interestadual do grupo criminoso.
As apurações tiveram início em setembro de 2025, após uma operação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à organização.
Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado com registro de roubo.
A partir da análise de dados telemáticos e diligências de inteligência, os investigadores conseguiram mapear a estrutura hierárquica da narcomilícia.
Segundo a Polícia Civil, o material reunido revelou diálogos sobre cobranças diárias, divisão de territórios e movimentação de grupos armados, evidenciando uma organização altamente estruturada e financeiramente ativa.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes e desarticular completamente a rede criminosa que atua em diferentes regiões do estado.