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Segurança Pública

Operação policial mira monopólio clandestino de internet na Ilha do Governador

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 meses atrás

Polícia Civil cumpre 17 mandados no Rio e em São Paulo contra suspeitos de integrar núcleo financeiro ligado a criminosos do Terceiro Comando Puro.
Entre os alvos estão lideranças e operadores do TCP na região, além de outros investigados que possuem endereços confirmados em Nova Iguaçu. Foto: Aruivo

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Sinal Livre para investigar um esquema de exploração clandestina de internet na Comunidade Boogie Woogie, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

A ação é conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). Os agentes buscam cumprir oito mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.

Segundo a investigação, dois provedores de internet teriam estabelecido uma atuação associada a integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). O objetivo seria restringir a concorrência e controlar o fornecimento do serviço na comunidade.

As apurações apontam que técnicos de grandes operadoras eram ameaçados e impedidos de entrar na região para instalar, reparar ou fazer manutenção das redes.

Em paralelo, cabos teriam sido cortados e equipamentos de empresas de telecomunicações, danificados. A DDSD identificou registros desse tipo de ocorrência desde pelo menos 2022.

Com a infraestrutura das operadoras regulares comprometida, os moradores teriam ficado com menos alternativas para contratar serviços de internet. A investigação aponta que essa restrição seria convertida em vantagem econômica para provedores autorizados a atuar no território.

Outro ponto investigado é o uso de cabos e equipamentos pertencentes às concessionárias. Segundo a Polícia Civil, parte desses materiais seria destinada exclusivamente à operação das empresas e não estaria disponível para comercialização regular.

Os policiais identificaram três homens que, segundo as apurações, ocupariam posições distintas na estrutura investigada. Um deles seria responsável por um dos provedores. Outro administraria duas empresas de internet. O terceiro é apontado como responsável por impedir diretamente a atuação de técnicos das concessionárias.

A investigação também apura se uma das empresas teria sido beneficiada pela retirada forçada de concorrentes. Um dos episódios analisados envolve um condomínio que teria sido pressionado a aceitar determinado serviço após funcionários comparecerem ao local acompanhados por traficantes e sob ameaças.

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