Uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná resultou na prisão de seis pessoas investigadas por integrar uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso advogado”. A ação foi realizada nesta quinta-feira (18), com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e na Ilha do Governador, na capital.
Participaram da operação agentes da 134ª DP (Campos dos Goytacazes), da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos e da 37ª DP (Ilha do Governador), em apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam informações de processos judiciais e dados pessoais das vítimas para se passarem por advogados ou representantes de escritórios jurídicos.
Após o primeiro contato, os golpistas informavam que a vítima teria valores a receber em ações judiciais ou acordos e alegavam a necessidade de pagamento de taxas, custas processuais ou depósitos antecipados para a liberação do dinheiro.
Convencidas pela falsa narrativa, muitas pessoas realizavam transferências bancárias diretamente para contas controladas pela organização criminosa.
Vítima perdeu cerca de R$ 500 mil
De acordo com a apuração policial, uma das vítimas identificadas sofreu um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 500 mil.
A investigação aponta que o grupo atuava de forma organizada, utilizando diferentes integrantes para realizar contatos, movimentar valores e ocultar rastros das transações financeiras.
Os investigadores acreditam que o número de vítimas pode ser ainda maior.
A partir da troca de informações entre as polícias dos dois estados e do cruzamento de dados obtidos durante a investigação, os agentes conseguiram identificar possíveis endereços e rotas utilizadas pelos suspeitos.
Com base nessas informações, foram realizadas diligências simultâneas que culminaram na localização e prisão dos integrantes da quadrilha em imóveis situados em Campos dos Goytacazes e na Ilha do Governador.
Além das prisões, equipes policiais apreenderam aparelhos celulares e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.
Celulares serão periciados
Os telefones recolhidos durante a operação passarão por perícia técnica. A expectativa é que a análise dos dispositivos ajude a identificar novas vítimas, possíveis comparsas e a extensão da atuação do grupo criminoso.
Os investigadores também buscam rastrear movimentações financeiras e verificar se a organização atuava em outros estados além do Rio de Janeiro e do Paraná.