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Segurança Pública

Polícia Civil mira grupo que ameaçava empresas de internet no Rio e MG

Redação | Publicado em:

Polícia Civil cumpre 17 mandados no Rio e em São Paulo contra suspeitos de integrar núcleo financeiro ligado a criminosos do Terceiro Comando Puro.
Entre os alvos estão lideranças e operadores do TCP na região, além de outros investigados que possuem endereços confirmados em Nova Iguaçu. Foto: Aruivo

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (19) uma operação para investigar um grupo suspeito de extorsão e práticas relacionadas à atuação de organização criminosa na região próxima à divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A ação é conduzida por agentes da 136ª DP (Santo Antônio de Pádua) e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de Santo Antônio de Pádua e do Rio de Janeiro, além de Pirapetinga, em Minas Gerais.

A operação conta com apoio da Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo a Polícia Civil, a apuração teve início depois de denúncias envolvendo ameaças e cobranças direcionadas a empresas que prestam serviços de internet na região.

Os investigadores identificaram uma possível estrutura de pressão sobre empresários. A suspeita é de que integrantes do grupo buscavam fazer com que empresas se submetessem aos interesses da organização.

De acordo com as informações reunidas durante a investigação, o grupo teria tentado estabelecer exclusividade na prestação de serviços de telecomunicações em determinadas áreas.

A dinâmica investigada envolveria ameaças, cobranças e imposições aos prestadores. Para a polícia, esse tipo de atuação pode indicar uma tentativa de estabelecer mecanismos de controle territorial sobre uma atividade econômica.

O objetivo da operação é reunir elementos que permitam esclarecer a extensão da atuação do grupo e identificar todos os envolvidos.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes buscam apreender celulares, computadores, servidores, documentos e outros dispositivos eletrônicos que possam conter informações relacionadas aos fatos investigados.

O material recolhido será encaminhado para análise técnica. A perícia poderá ajudar os investigadores a identificar comunicações, movimentações e possíveis conexões entre os suspeitos.

A investigação também pode avançar a partir dos dados encontrados nos equipamentos, permitindo à polícia verificar se outras pessoas participaram das ações ou se outras empresas foram alvo da mesma prática.

A atuação conjunta entre as forças de segurança do Rio de Janeiro e de Minas Gerais ocorre porque os endereços investigados estão distribuídos entre os dois estados.

As diligências seguem em andamento, e a Polícia Civil pretende aprofundar a apuração sobre as suspeitas de extorsão e sobre a possível tentativa de controlar o mercado de internet em municípios próximos à divisa estadual.

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